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A VIDA SEM AMOR...NÃO TEM SENTIDOQuando o amor é a lei, nós nos apoiamos nela para nos desenvolvermos.
March 22 Quando devemos suspeitar de um ataque cardíaco?
February 19 INFARTO DO MIOCÁRDIO - A L E R T A !Hoje, dia 13, sexta-feira, para mim é um dia como outro qualquer. Entretanto, o dia 13 de janeiro de 2009, foi um dia decisivo na minha vida, senão vejamos: -Durante a noite anterior daquele dia 13, não consegui dormir, com a sensação de empachamento – desconforto por excesso de comida. Comentei com minha esposa e ela me perguntou se havia comido algo diferente à noite, quando a informei que tinha feito um lanche, um pequeno sanduíche, com refrigerante. Por volta das 08:00 horas, após o banho e troca da roupa, tive uma forte dor no tórax e informei à minha esposa e ela sugeriu que eu fosse até à farmácia para comprar uma medicação para gases. Ao descer do prédio a dor voltou com mais intensidade e eu me sentei um pouco até ter condições de continuar o pequeno trajeto até a farmácia. Adquiri a medicação e ali mesmo fiz uso. Ao retornar para casa, a dor voltou ainda mais forte, quando fui impelido a sentar-me e aguardar um pouco, pois estava convencido de que se tratava de gases. Ao chegar em casa comentei o ocorrido e chegamos à conclusão de que se tratava mesmo de sintoma de gases. Às 10:00 horas tomei um táxi e fui ao dentista. Após o atendimento, enquanto aguardava o resultado, a dor no tórax voltou e um cliente que se encontrava ao meu lado indagou se eu necessitava de ajuda e só tive forças para levantar o dedo da mão.Logo chamaram um táxi e eu orientei ao motorista que me levasse ao Hospital São Vicente, próximo a minha casa. O motorista acelerou e o ar me fez bem, e a dor passou. Mudei de idéia mandei parar no prédio onde moro. Subi as escadas com disposição, até o segundo andar. Comentei com minha esposa todo o ocorrido e ela sugeriu que eu me deitasse um pouco ao que atendi. Cinco minutos após voltou a dor com outros sintomas, dormência no braço, suava e falta de ar. Tive forças para chegar à cozinha, quando minha esposa me amparou e já saímos para o hospital. O atendimento no Pronto Socorro do Hospital São Vicente foi imediato, pelo Dr. Toni. Acredito que a eficiência daquele médico foi decisiva para salvar minha vida. Naquele mesmo hospital submeti-me a cirurgia de Revascularização do Miocárdio, com 03 pontes (Safena, mamária e mitral). Agradeço a Deus pela nova oportunidade. Agradeço a todos que oraram e torceram por mim. Ainda estou em recuperação, mas breve estaremos por aqui, teclando com nossos(as) queridos(as) amigos(as).
January 09 APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ASSIM...(Do Clube Português do Recife) Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavá, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... – Preciso partir para Portugal pois pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Provinda. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, piracurus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles, primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pitando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto: Pararei!? PUXA! Colaboração do Dr. Fernando Medicis
June 29 AINDA SE CAÇAM BRUXAS
Ponto de vista: Lya Luft O motorista de táxi de um aeroporto deste Brasil xingava um político, acusado no rádio por ter-se encontrado ali mesmo, dias atrás, com um suspeito de corrupção. "Viu só?", ele vociferava, "viu só?". Cansada de aeroporto e do assunto – e porque logo antes alguém tinha me dito: "Olha aí o fulano, fotografado ao lado do sicrano, que é suspeito de corrupção! Certamente ele também é..." –, fui curta e direta: "Meu filho, se sua namorada conversar com uma moça desonesta e disserem que por isso ela também é desonesta, você vai gostar?". Ele olhou sobre o ombro, meio espantado: "Sabe que a senhora tem razão?". Comentei: "Chama-se a isso caça às bruxas". Chegando ao meu destino, não tive tempo de explicar mais.Na Idade Média, uma tropa de psicopatas autorizados caçava gente com o entusiasmo com que se caçariam animais selvagens. O maior divertimento era julgar, esfolar vivo e queimar na fogueira, depois de outros inimagináveis sofrimentos. Quem eram as vítimas da Igreja daqueles tempos? Em geral mulheres simples, que lidavam com o que hoje chamaríamos medicina alternativa – a sabedoria popular de suas antepassadas. Havia também os bruxos, os que diferiam da doutrina religiosa ou da política dominante, contrariavam alguma autoridade, ou, ainda, aqueles cujo vizinho não ia com sua cara. Relatos e atas oficiais desses processos públicos enchem milhares de páginas da época, e nos dão vergonha de ser humanos.Eu, que em dois livros infantis criei a simpática e marota Bruxa Boa Lilibeth, achava que neste mundo dito moderno nossa falta de limite estava só na má-criação em casa e na escola, na inversão de público e privado, no interesse pelas calcinhas de certas moças (ou na falta delas) e na postura geral de desleixo que se espalha. Engano meu. Melhoramos, nos civilizamos, cortamos alguns preconceitos. A servidão, ao menos concreta e legal, acabou. Servidões morais temos muitas. Uma delas é esse impulso primitivo, das cavernas, de destruir, essa ferocidade no julgar e sentenciar, essa vontade de que o outro se dê mal. Parecemos doentes de ansiedade por ver alguém enxovalhado, por baixo, sem remissão. Muito além da lei e da Justiça, queremos sangue – ainda que seja o sangue moral, o sangue da alma. Sou quase fanática contra os crimes, incluindo a corrupção. Valorizo muitíssimo a lei. Quero o infrator julgado e severamente punido. Apóio todas as justas ações da polícia para proteger a sociedade, isto é, cada um de nós. Mas desgostam-me procedimentos que agridem levianamente, interrogatórios em vez de diálogos, ataques de qualquer ângulo, a execução moral de inocentes na fogueira da opinião pública, mais disposta a ver o mal em tudo. Por toda parte no país, ao lado da Justiça e da lei que funcionam, esta parece ser a hora dos cantos escuros da psique humana e da democracia, lá onde lei e Justiça não funcionam direito. Ainda bem que a maioria de nós não é assim.Naquela mesma viagem, numa palestra, um grupo de jovens questionava a agressividade com que se tratam pessoas em situações como as das mais variadas CPIs, desde o tempo do falecido mensalão. Há interrogatórios violentos, alusões cruéis, ofensas diretas; quebram-se todos os limites da decência em que deviam ocorrer dignamente perguntas e esclarecimentos entre homens dignos. Os jovens tinham razão na sua perplexidade. Respondi que bastava ler um pouco de história dos povos para ver que não há nada de novo entre nós. Às vezes, como grupos ou como sociedade, adoecemos.Não é generalizado, não é permanente: por isso podemos acreditar em respeito no convívio público. Cair na armadilha do rancor primitivo e da atitude destrutiva torna a vida uma selva onde pessoas honradas são impedidas de executar projetos positivos, e às vezes têm sua vida injustamente aniquilada. É quando as bruxas boas fogem nas suas vassouras, deixando-nos um mundo mais sombrio.
Meu comentário, divulgado na Edição 2067, da Revista Veja: “Lya Luft discorre sobre um tema que envolve uma sociedade doente, co-dependente, quando as pessoas não são mais capazes de viver sua própria vida. Encoberta por uma nuvem de acontecimentos tenebrosos, o indivíduo desenvolve uma aptidão voraz para prejulgar todos os assuntos divulgados pela mídia. Falta discernimento diante da enxurrada de notícias de uma sociedade em estado de decomposição.
Francisco Ribeiro Melo de Carvalho Vitória da Conquista-Bahia”
May 20 O PODER DA ORAÇÃONo dia 12 de Julho de 1953, o Dr. Stovell, cientista de renome nos USA, teve um encontro com a verdade da existência de Deus. Ele estudava a energia nuclear e procurava, pelo conhecimento dos átomos, esclarecer os segredos da natureza, fazendo experiências únicas no mundo. No seu vibrante testemunho que deu a revista portuguesa “Nova de Alegria” no mês de Abril de 1966, o Dr. Stovell narra algumas de suas descobertas que o levaram a render-se a Jesus Cristo: “Eu era um ateu convicto. Pensava que Deus apenas existia na fantasia dos crentes e não era mais do que um resultado de superstição. Jamais pensei num Deus vivo, verdadeiro, onisciente, onipotente, onipresente e eterno. Nas nossas pesquisas científicas fazíamos descobertas acerca da atividade do cérebro humano. Constatamos que, de forma geral, ele funciona como uma emissora de rádio. Procuramos encontrar a escala das ondas em que trabalha e encontramos a resposta. Dentro de certo limite, verificamos que há um lugar para a onda de cada ser humano, em particular elas se distinguem umas das outras, mais do que as impressões digitais. Foi perante uma descoberta assim que meus pensamentos tomaram-me de assalto: Se nós, cientistas podemos medir as atividades do cérebro humano, não poderia Deus, se real, registrar os nossos pensamentos? Sentimos interesse em experimentar o que acontece num cérebro, e escolhemos uma senhora que se encontrava enferma num hospital, para fazer uma experiência. Ela era crente e o diagnóstico dos médicos era de que teria pouco tempo de vida. Com autorização dos profissionais e familiares, montamos os instrumentos científicos necessários à nossa experiência, no quarto anexo ao seu, para que pudéssemos ser testemunhas dos seus últimos momentos de vida. Éramos cinco os cientistas participantes da experiência e nenhum professava qualquer religião e, dentre todos, eu era quem mais desprezava a idéia de Deus. Entre nossa aparelhagem havia um instrumento que media a força do pensamento. Tinha como ponto central o zero e subia até 500 graus para o lado positivo, à direita, enquanto que à esquerda descia 500 graus negativo. Anteriormente já havíamos feito experiência com a medição as ondas transmitidas com uma das maiores emissoras de rádio dos EUA, enquanto transmitia um programa para todo o globo terrestre. Naquela experiência com o rádio, a agulha do aparelho indicara, apenas, NOVE graus positivo. Colocamos a aparelhagem na moribunda e ela conversava com alguém, invisível, citando que estava alegre por sentir que podia trocar este vale de lágrimas pelo lar celestial, onde teria uma vida eterna com o seu Senhor e Redentor Jesus Cristo e passou a cantar hinos de louvor a Deus. Ficamos comovidos e entreolhamo-nos, com lágrimas, e esquecemos nossa aparelhagem. Foi então que ouvimos um estalo no indicador do aparelho. Percebemos que a agulha apontava para os 500 graus positivo e forçava, buscando mais espaço. Ficamos admirados, comovidos com aquela situação. Pela primeira vez na história humana fora medida a força da oração de uma pessoa crente. Essa oração mostrava-se 55 vezes mais potente que uma das maiores emissoras de rádio dos USA. Tivemos de concordar que o instrumento era limitado e não pudera medir mais. Naquele momento, todas as minhas idéias ateístas ruíram por terra. Sentíamo-nos profundamente tocados pelo que presenciamos. Deixamos aquele local e logo planejamos fazer a mesma experiência com uma pessoa moribunda, que fosse ateu. Pesquisamos e logo estávamos diante de um homem que sofria de câncer terminal. Depois de termos montado os nossos instrumentos, como da primeira vez, combinamos com uma enfermeira que começasse a discutir com o paciente, que passou esbravejar e dizia-se desapontado com tudo na vida. Olhamos para o aparelho e percebemos que a agulha pendia para o lado negativo. Quando o homem blasfemava, o instrumento chegou a medir 500 graus negativo. Então vimos o poder e a potência do poder dos pensamentos maus, do ódio e das blasfêmias. Nós, humanos, somos capazes de medir o conteúdo e o poder dos pensamentos do cérebro, Deus não seria capaz de ler os nossos pensamentos? Também não seria Deus capaz de receber a mensagem que a nossa alma e cérebro emite com maior eficácia do que as maiores emissoras de rádio do mundo? Desta maneira, senti-me diante de Deus, onisciente, onipresente, onipotente. A existência de Deus é provada cientificamente e como cientista sincero não podia negar a verdade. Confessei Jesus Cristo como o meu Salvador.” (Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens Jesus Cristo homem) – I Timóteo 2:5. May 13 PACIÊNCIA
(por Arnaldo Jabor.) April 20 EXISTÊNCIA VIRTUALO mundo virtual proporcionado pela internet faz sucesso por se tratar de um mundo lúdico. É um mundo coerente com a maneira de viver dos jovens, não exige engajamento nem compromisso. Ali qualquer um pode viver uma série de vidas sucessivas sem nenhum compromisso definitivo. As pessoas querem se distanciar da realidade não porque ela seja assustadora ou sem-graça, mas porque ela implica sempre um limite. Além disso, a realidade requer uma identidade, um objetivo mais ou menos claro na vida, ao passo que esses exercícios virtuais não pressupõem nenhuma identidade, nenhuma perspectiva e ainda derrubam todos os limites, incluindo os do pudor e da polidez. Do psicanalista francês Charles Melman, de 76 anos February 15 A CADERNETA VERMELHAA CADERNETA VERMELHA
O carteiro entregou o telegrama. José Roberto não agradeceu e enquanto abria o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa. Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto. Palavras breves e incisas: - Seu pai faleceu. Enterro 18horas. Mamãe; Jose Roberto continuou parado, olhando para o vazio. Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração. Nada! Era como se houvesse morrido um estranho. Por que nada sentia pela morte do velho? Com um turbilhão de pensamentos confundido-o, avisou a esposa, tomou o ônibus se foi, vencendo os silenciosos quilômetros de estrada enquanto a cabeça girava a mil. No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada. Ela sabia que pai e filho não se davam bem. A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José Roberto havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa. Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa... Ele havia se desligado da família, não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava na vida era ser parecido com ele. O velório: poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa. Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho, como as que o pai gostava de cultivar. José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia. Era como estar diante de um desconhecido um estranho, um... O funeral: o sabiá cantando, o sol se pondo. Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la. Agora, ele poderia voltar à casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo. Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão: - Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse. Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes... Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a mão no bolso e sentiu o presente. O foco mortiço da luz do bagageiro, revelou uma pequena caderneta de capa vermelha. Abriu-a curioso. Páginas amareladas. Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai: Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra! À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estomago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiram firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer! Hoje, meu filho foi para escola. Está um homenzinho! A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai. Mas para meu filho desejo o melhor. Não permitirei que a vida o castigue! Outra página: - "Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado. - Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras". José Roberto mordeu os lábios. Lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia ter a sua? "É duro para um pai castigar um filho e bem sei que ele poderá me odiar por isso; entretanto, devo educá-lo para seu próprio bem." José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos... Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore... Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o cemitério. As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado. O "velho" escrevia de madrugada. Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde. A última página: Aquela do dia em que ele havia partido: Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem?" "Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido sero pai que ele merecia ter." Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o pai tinha morrido naquele momento, José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía. O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca. Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar. A aurora rompia no céu e mais um dia começava. Em sua egocêntrica cegueira de adolescente, jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas. Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo. Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, música, cor, alegria, despreocupação, vaidade. Não era ele um semideus? Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói. De repente: No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores. Como não havia pensado nisso antes? Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos. Ele jamais tivera a idéia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha para anotar uma frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome. Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra? Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade. Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenaso vazio. Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer. Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor. Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes? Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora: - "Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você velho! - Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego."
Autor do texto: Desconhecido
November 23 VICIADOS EM INTERNET PEDEM AJUDAUOL – ÚLTIMAS NOTÍCIAS
BRASIL
23/11/2007 - 09h27 Rodrigo Bertolotto
Entre as dezenas de pacientes na sala de espera no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, eles podem ser diagnosticados facilmente: são os que levam no colo um laptop. Em meio a esquizofrênicos, maníacos e deprimidos, lá estão os "dependentes de tecnologia" ou mais especificamente os viciados em internet (em inglês o termo é sintético: "netaddicted"). Os casos dessa síndrome da modernidade, porém, podem chegar a extremos bem maiores. Um rapaz ficou dois anos sem sair de casa só jogando videogame e vivendo em sites de relacionamentos. Largou a escola, mas ganhava dinheiro montando sites que eram muito visitados e colecionando prêmios na internet. "Ele chegou branco ao consultório. Não via a luz do sol. Hoje está internado em um hospital psiquiátrico", conta Nabuco, que tem outro paciente com essas características. November 12 FOREST GUMPForest Gump -Vó -Lembro sim.
-Tem uma cena que a Vovó gosta demais nesse filme, que é aquela em que os meninos correm atrás dele com bicicletas. Autor(a) Texto: Marco Antonio Spinelli July 27 RESISTA UM POUCO MAIS...
Há dias em que temos a sensação de que chegamos ao fim da linha. O tempo que é Deus...
(Autor: Desconheço a autoria) April 15 DESAPOSENTAR Desaposentar por Domingos Pellegrini Ele chegou à praça com uma marreta. April 05 PÁSCOAA primeira Páscoa aconteceu lá no Antigo Testamento (Êxodo 12), quando Deus mandou Moisés tirar o seu povo do Egito, pois estavam lá como escravos, e Deus queria que eles voltassem a ser livres.
(Autor: Desconhecido) February 25 ADVERSIVIDADE - FRASESAdversidade Não se viam as plantas cobertas pela neve. - E o lavrador, dono do campo, comentou jovialmente: "Agora, crescem para dentro". - Pensei em ti; na tua forçosa inatividade - Diz-me: também cresces para dentro? Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo. (Autor desconhecido) Quando se busco o cume da montanha, não se dá importância às pedras do caminho (Autor desconhecido) Os heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar. (Jean Girandoux) A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos. (George Bernard Shaw) O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. (Willian George Ward) O homem que a dor não educou será sempre uma criança. (N.Tommaseo) A dor alimenta a coragem. Não podes ser corajoso se só te aconteceram coisas maravilhosas. (Autor desconhecido) Para quem sabe esperar, tudo vem a tempo. (Clément Marot) Não há exemplos na História de se ter conquistado a segurança pela covardia. (Léon Blum) A adversidade é um trampolim para a maturidade. (C.C. Colton) Se alguma coisa se te opõe e te fere, deixa crescer. É que estás a ganhar raízes e a mudar. Abençoado ferimento que te faz parir de ti próprio. (Saint-Exupéry) Só há uma maneira de acabar com o mal: é responder-lhe com o bem. (Tolstoi) Na adversidade conhecemos os recursos de que dispomos. (Horácio) A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. (Horácio) Não existe melhor ensino que a adversidade. (Disraeli) Dois importantes fatos, nesta vida, saltam aos olhos; primeiro: que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo: que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos o que devemos à grande lição da adversidade. (Andrew Carnegie a Napoleon Hill) Não podemos dirigir o vento... Mas podemos ajustar as velas. (Autor desconhecido) Quem não sabe suportar contrariedades nunca terá acesso às coisas grandiosas. (Provérbio Chinês ) As lições da desgraça são as sumas lições da vida. (Giacomo Leopardi) Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades. (Epicuro) A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio. (Martin Luther King Jr.) A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades. (Lettie Cowman) As adversidades são como as facas, que nos podem ser úteis ou ferir-nos, conforme as seguremos pela lâmina ou pelo cabo. (James Russel Lowell, escritor norte-americano) A arte de vencer aprende-se nas derrotas. (Simon Bolívar) As dificuldades não esmagam um homem, fazem-no. (Arthur Meighen) Não se viam as plantas cobertas pela neve. - E o lavrador, dono do campo, comentou jovialmente: "Agora, crescem para dentro". - Pensei em ti; na tua forçosa inactividade - Diz-me: também cresces para dentro? (Josemaría Escrivá) O homem descobre-se quando se mede com um obstáculo. (A. Saint-Exupéry) A desgraça é o vínculo mais estreito entre os corações. (La Fontaine) Não receies a adversidade: lembra-te de que os papagaios de papel sobem contra o vento e não a favor dele. (H. Mabie) Dificuldades reais podem ser resolvidas; apenas as imaginárias são insuperáveis. (Theodore N. Vail) Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. (Provérbio chinês) Se caíres sete vezes, levanta-te oito. (Provérbio chinês) Na maior parte dos homens, as dificuldades são filhas da preguiça. (Samuel Johnson) Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz. (Ruth Renkel) February 02 TUDO DEPENDE DE MIMTudo depende de mim Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
(Charlie Chaplin) January 22 PORTA AO LADOPorta ao lado. Drauzio Varella
Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí deu um exemplo trivial, que acontece todo dia da gente.... É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu em qualquer garagem. Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você pragueja, esperneia e estraga o resto de seu dia. “Eu acho que essa história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior”. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende porque eles parecem ser tão felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho a fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar o meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem ou para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com sua alegria. A "porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída - EXPERIMENTE
"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos."
December 27 Um Natal para reflexãoUm Natal para reflexão "No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa" Há dois Natais em cada um de nós: o que sonha e o que sofre, o que concilia e o que corrói, o que se aflige e o que celebra, o que descrê e o que espera, o que cobre a cabeça para não ver e o que fala alto, claro e com fervor. Por acaso – eu, que pouco acredito em acasos – esta coluna vai sair na véspera da véspera de Natal: tema espinhoso, pois há os que cultuam, os que detestam, os que ignoram, os que ficam melancólicos, e todos precisam ser respeitados, todos no mesmo barco da alegria ou do susto, e da geral perplexidade sobre o que fazer, como fazer, quando começar a fazer. Fazer o quê? Refletir, mudar, gritar, amar, comprar ou vender, esperar, talvez morrer. Escrever, no meu caso. Sobre mim, sobre o mundo, sobre este estranho país de contrastes, de desencontros e desencantos, de rala e rara esperança. Não aprecio a torre de marfim da estética e da emoção, em que se pretende que a realidade não nos diga respeito: diz respeito, sim, pois acredito que cada cidadão é senhor, é mestre em assuntos de seu país. Tem o doutorado da dura experiência, das contas a pagar, do emprego a conseguir, dos líderes cínicos e decepcionantes, dos filhos a criar, da saúde a desejar, da esperança a manter, apesar de tudo. No território da realidade concreta, aparentemente nossa resignação precisa começar a criar seus limites: bom presente de Natal para cada pessoa que pensa. Bradar em vez de sussurrar; olhar de frente em lugar de se esconder. Andamos demais acomodados, todo mundo reclamando em voz baixa como se fosse errado indignar-se. Sem ufanismo, que dele estou cansada, sem dizer que este é um país rico, de gente boa e cordata, com natureza (a que sobrou) belíssima e generosa – sem fantasiar nem botar óculos cor-de-rosa que o momento não permite, eu me pergunto o que anda acontecendo com a gente. Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloqüente, engraçado o cinismo bem-vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mas palhaços. Saúde, educação, cultura, estradas, ferrovias, aviação estão numa decadência nunca vista, sem falar na honradez de nossos homens públicos. Líderes mentem e se desmentem, acobertam-se, insultam-se, à vista de todos se comprometem com a corrupção e os mais variados escândalos! Tudo normal, como o império macabro da violência que nos faz correr nas ruas feito ratos amedrontados, fechados em casa à noite devido à guerra civil, felizes se nenhuma das pessoas que amamos foi assaltada e morta naquele dia. Dormimos no chão dos aeroportos, contentes quando nosso avião afinal chega salvo ao seu destino, enquanto se fazem mais cortes nesse setor e em muitos outros, para poder pagar o fantástico salário de deputados e senadores: as coisas por aqui são assim mesmo, por que se incomodar? Tudo isso, e muito mais, acontecer com tamanha naturalidade é péssimo sinal. Mas como nem tudo são horrores, também existem os amigos que não nos decepcionam, os amores que nos fundamentam, os batalhadores e os idealistas, os conciliadores que nos fazem acreditar em harmonia mais do que em desagregação e rancor, no futuro mais do que no duvidoso presente. Houve no público e no pessoal realizações e até decência, e é bom lembrar disso para que a gente recupere a vergonha, abra braços mais generosos, endireite a espinha da dignidade e adoce a voz de todos os amores. Para os que acreditam e os que apenas gostariam de acreditar em alguma religião, em algumas pessoas, em alguma nobreza, em alguma esperança, em si mesmos ou em sua família, este é um momento de parar, pensar, escutar e enxergar dentro e além dos limites pessoais e dos fatos com os quais corremos o perigo de nos resignar. No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa, e prestar mais atenção no que está havendo dentro e fora de nós: indagando, de verdade, em que pessoas estamos nos tornando, que futuro estamos preparando, que país, que ordem, que progresso, que bem-estar, que segurança, que esperanças criamos neste quase fim de 2006.
LUFT, Lya. Ponto de Vista. Revista Veja, ed. 1988, 27.dez.2006. September 29 ONDE ESTÁ O AMOR?O amor é descrito nos livros, proclamado nas poesias, cantado na música, filmado no cinema. O amor é o fenômeno psicológico mais procurado da história, mas é o menos compreendido. Reis procuram o amor no poder, mas súditos morrem de angústia. Famosos o buscam nos aplausos, mas muitos morrem solitários. Ricos tentam compra-lo com sua fortuna, pois o dinheiro compra o mundo, mas não o sentido de vida. Poetas procuram encontra-lo nas letras, mas muitos se despedem da vida sem poesia. Cientistas o colocam na prancheta das suas idéias, mas nunca conseguem entendê-lo. Para muitos, o amor não passa de uma miragem no árido solo de suas emoções. Eles o procuram de forma errada e nos lugares errados. Acham que ele se esconde nas grandes coisas, mas ele sempre está presente nas coisas simples, diminutas, quase imperceptíveis. Ele sempre está presente nos sorrisos das crianças, nos beijos das mães, nos consolos dos amigos, nas dádivas do Criador. Onde está o amor singelo, ingênuo, arrebatador que resgata o sentido da vida e nos faz sorrir, mesmo quando temos motivos para chorar? Onde está o amor que nos faz acordar pela manhã e dizer que a vida é maravilhosa, apesar de todos os seus problemas? Onde está o amor que nos faz ter esperança em alguém, mesmo quando sofremos decepções? Onde está o amor que transforma o trabalho num oásis, mesmo sob o calor da competição e das relações tensas? Onde está o amor que nos faz ver que a vida é uma janela para a eternidade, mesmo quando estamos chorando copiosamente pela perda das pessoas que amamos? O clima social da época de Jesus era o menos recomendado para se falar de amor. A miséria física e emocional, as pressões políticas e a discriminação floresciam na alma dos judeus. Havia espaço apenas para falar do ócio e da revolta contra o império romano. Falar do amor era um escândalo. Nesse clima Jesus criou uma esfera de amor quase surreal. Homens distintos que continham ambições, reações e personalidades distintas começaram a recitar poesias de amor. O amor entre eles transcendia a sexualidade, os interesses próprios e a troca de favores. Os pobres tornaram-se ricos, os desprezados ganharam status de seres humanos, os deprimidos encontraram alegria e os ansiosos beberam da fonte da tranqüilidade. Jesus não deixou nenhuma marca, senha ou dogma religioso para identificar seus discípulos, somente o amor: “Nisto conhecereis que vós sois meus discípulos, se amardes uns aos outros”. O verdadeiro discípulo não era o que errava menos, o mais ético ou mais puro, mas aquele que amava. Uma pessoa podia fazer orações o dia inteiro, elogiá-lo e ser um pregador das suas palavras, mas, se não tivesse o amor, não era um discípulo, mas apenas um mero admirador. Jesus sabia que o amor e somente ele era o único fenômeno capaz de aproximar os homens de cultura, religião, personalidade, pontos de vista, raça e nacionalidade distintos.
Onde está o amor nos dias atuais? As pessoas podem estar divididas em distintas religiões, mas é inaceitável que o amor esteja dividido, pois se o estiver ele se dissolve no calor das nossas diferenças. Quem não ama não tem sonhos, não se coloca no lugar dos outros, não sabe compreendê-los.
(fragmentos extraídos do livro “O Mestre Inesquecível” de Augusto Cury) August 23 POEMA DE UM ALUNO DA APAE Poema de um aluno da APAE August 04 A VERDADEIRA RELIGIÃOA Verdadeira Religião
"Os pecados da carne são maus, mas são os menores dos pecados. Os piores são puramente espirituais, como o prazer em fazer os outros sentirem que estão errados, em ser mandão, caluniador e orgulhoso. É por isso que uma pessoa fria, farisaica e arrogante, e que freqüenta regularmente a igreja, pode estar mais perto do inferno que uma prostituta". C. S. Lewis A verdadeira religião é feita de numinosidade, a busca por um autêntico e pessoal relacionamento com Deus, e não de crendices ou intelectualidade. A religião autêntica é a expressão do encontro com Deus em atos de culto, na vida familiar e social. A falsa religião afasta o homem de Deus, pois produz nele um coração orgulhoso que se traduz por desprezo aos que não querem ou não conseguem viver de acordo com as suas regras. A falsa religião cria um caminho mecânico de regras, algo exterior. A verdadeira religião é fruto de um coração transformado. Uma escravidão legalista produz uma espiritualidade artificial, como a dos fariseus. Quando uma pessoa insiste em renúncias para alcançar objetivos meramente religiosos, embora éticos, vem o sofrimento da alma, a frustração. A verdadeira religião é como uma fonte no interior do fiel, jorra para fora produzindo mudanças espontâneas. A Bíblia diz que o povo se maravilhava com a doutrina do Senhor Jesus, e isto causou inveja e despertou o ódio existente no coração dos religiosos. A palavra de renovação interior do Mestre dos Mestres ameaçava o domínio das tradições e regras exteriores dos rabinos. Foram os guardiões do Templo que levaram Jesus à cruz. Na falsa religião a adoração é sofisticada, um conjunto de normas cerimoniais. Tudo é ensaiado e mesmo pessoas que não desfrutam da convivência com Deus podem adorar. Obedecem às ordens dos líderes, pois, em subserviência religiosa esperam alcançar as profundidades da comunhão com Deus. Muitas cargas pesadas são impostas doutrinas moralistas “não faça isto”, ou, “não toques aquilo outro”. Jesus desnudando os mestres da lei e os fariseus, disse: “Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros” (Mt 23:4). Na falsa religião rasgam-se as vestes como figura do verdadeiro arrependimento. Na verdadeira religião rasga-se o coração, uma conversão ao Senhor. A falsa religião faz distinção em vida secular e vida eclesiástica. O fiel é santo no templo, e um demônio em seus negócios particulares. A verdadeira religião considera todas as coisas uma oportunidade de glorificar ao Senhor. O fiel busca expressar a vida interior em todos os atos de sua existência, tudo é do Senhor e para o Senhor. Na verdadeira religião os adoradores adoram na liberdade do ESPÍRITO e em busca da renovadora VERDADE. Simplesmente acontece. A falsa religião se apega à tradição, liturgias que são camisas-de-força da alma, feno que impede o surgimento do renovo. Jesus assumiu a humanidade e quebrou os paradigmas da religião, transferindo de periférico para o interior do homem a valoração atribuída por Deus. “Parem de julgar pelas aparências” (Jo 7:24). Escrito por Pr. Solon D. Cavalcanti June 23 ALGUNS PENSAMENTOSA arrogância nos leva a acreditar que somos superiores aos outros. A coragem não é a ausência do medo e sim a presença da fé. A formação do caráter é mais do que um processo; é um relacionamento. A imagem de Deus em nós é a nossa capacidade de nos relacionarmos. Amar os outros é a expressão visível de Deus. Aprendemos as verdades mais profundas por meio dos nossos relacionamentos. Aqueles que não aprendem com o passado vivem presos a ele. As diferenças não precisam significar divergências. As mudanças rápidas são freqüentemente temporárias. As pessoas sábias estão sempre preparadas para mudar de idéia e de atitude. Às vezes, o pecado é um problema que existe entre as pessoas e não dentro delas. Busque mais a sabedoria do que o conhecimento. Não mude para ser amado; cresça a partir do que você é. Não temos problemas, somente oportunidades. O conhecimento de nós mesmos é fruto do crescimento pessoal. O perfeccionismo é uma máscara e não uma meta. O poder pessoal é o poder com outras pessoas e não sobre elas. O ódio aos outros freqüentemente é sintoma de uma ferida interna em nós mesmos. Os atos infantis afastam, enquanto que as ações próprias das crianças atraem. Os bons ouvintes tornam-se pessoas melhores. Os donos da verdade precisam descobrir a verdade a seu respeito. Quando achamos que já chegamos, paramos de avançar. Se você pensa rigidamente que está certo, reveja seu pensamento.
(Pensamentos utilizados na Escola de Discípulos de Jesus) June 19 SALMO 341 Bendirei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. 2 No Senhor se gloria a minha alma; ouçam-no os mansos e se alegrem. 3 Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o seu nome. 4 Busquei ao Senhor, e Ele me respondeu, e de todos os meus temores me livrou. 5 Olhai para Ele, e sede iluminados; e os vossos rostos jamais serão confundidos. 6 Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o livrou de todas as suas angústias. 7 O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra. 8 Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia. 9 Temei ao Senhor, vós, seus santos, porque nada falta aos que o temem. 10 Os leõezinhos necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará. 11 Vinde, filhos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor. 12 Quem é o homem que deseja a vida, e quer longos dias para ver o bem? 13 Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente. 14 Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a. 15 Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. 16 A face do Senhor está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles. 17 Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias. 18 Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. 19 Muitas são as aflições do justo, mas de todas elas o Senhor os livra todas. 20 Ele lhe preserva todos os ossos; nem sequer um deles se quebra. 21 A malícia matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados. 22 O Senhor resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nEle se refugiam será condenado. May 22 O MAIOR DE TODOS OS SONHOS
Não deseje ser estável como os robôs. Não se perturbe se você é uma pessoa oscilante, pois não é possível nem desejável ser rigidamente estável. O que você não deve permitir é sentir oscilações grandes nem bruscas, como as produzidas pela impulsividade, mudança súbita de humor, medo. Quem é explosivo se torna insuportável, quem é excessivamente previsível se torna um chato. Os problemas nunca vão desaparecer nesta sinuosa e bela existência. Problemas existem para ser resolvidos e não para perturbá-lo. Todavia, quando a ansiedade ou a angústia invadir sua alma, não se desespere , extraia lições de sua aflição. Essa é a melhor maneira de ter dignidade na dor. Caso contrário, sofrer é inútil. E, infelizmente, a maioria das pessoas sofre inutilmente... Elas expandem sua miséria e não enriquecem a sua sabedoria. Há mais de três milhões de pessoas, incluindo jovens e adultos, com transtorno do sono em São Paulo. Elas fazem uma guerra na própria cama. Qual guerra? A guerra de pensamentos. Levam os seus problemas e todo o lixo social que acumularam durante o dia para o que deveriam preservar: o sono. Por não aquietarem suas mentes, elas roubam energia excessiva do cérebro. A conseqüência disso? Acordam cansadas sem ter feito exercícios físicos. Mesmo quando dormem, o sono não é reparador, pois não consegue repor a energia gasta pela hiperprodução de pensamentos. Pensar é bom, pensar demais é um dos maiores problemas que destroem a qualidade de vida do homem moderno. Antigamente, Freud e outros pensadores criam que as causas dos conflitos psíquicos dos adultos surgiam na infância, através das crises familiares, transtornos sexuais, privações, agressividade. Todavia, se Freud analisasse os dados da pesquisa que realizei, ficaria chocado. Das dez principais causas que têm adoecido o ser humano, sete são sociais, como o medo do futuro, insegurança, crise financeira, medo de ser assaltado, da solidão, do desemprego. As sociedades modernas se tornaram uma fábrica de estímulos agressivos. As pessoas não têm defesa emocional; pequenos problemas causam um grande impacto. Ficam anos na escola aprendendo a conhecer o mundo de fora, mas não sabem gerenciá-los, como administrar suas frustrações e angústias. Elas desconhecem que os pensamentos negativos e as emoções tensas são registrados automaticamente na memória e não podem mais ser deletados, apenas reeditados. A educação moderna, apesar de ter ilustres professores, está falida, pois não prepara os alunos para a escola da vida. Temos sido vítimas da depressão, da ansiedade e das doenças psicossomáticas. Esperávamos que o ser humano do século XXI fosse feliz, tranqüilo, solidário, saudável. Multiplicamos o conhecimento e construímos carro, geladeira, telefone, televisão para facilitar nossa vida, nos dar conforto e alegria, mas nunca o ser humano se sentiu tão desconfortável e estressado. Ser feliz é o requisito básico para a saúde física e intelectual. Todavia, ser feliz, do ponto de vista da psicologia, não é ter uma vida perfeita, mas saber extrair sabedoria dos erros, alegria das dores, força nas decepções, coragem nos fracassos... Comentei tudo isso como pano de fundo para falar sobre o vendedor de sonhos. Logo após o encontro com João Batista, Ele retornou para a Galiléia e começou a discorrer, de sinagoga em sinagoga, sobre sua missão. Os homens deliravam com sua eloqüência. Sua fama se alastrava como fagulha na palha seca. Então, Ele foi até Nazaré, entrou na sinagoga e discursou publicamente sobre alguns de seus mais belos sonhos. Seu projeto era espetacular... Na platéia também estavam seus jovens discípulos e um grupo de fariseus desconfiado de tudo o que Ele dizia. Com grande convicção, Ele realçou a sua voz e disse palavras que provocaram encanto e espanto. Disse que estava nesta terra para proclamar libertação aos cativos, restaurar a vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos. Ele inferiu que sua real profissão não era ser um carpinteiro, mas um escultor da alma humana, um libertador do cárcere do medo, da ansiedade, do egoísmo. Ele queria libertar os cativos e os oprimidos. Também queria libertar os cegos, não apenas cegos cujos olhos não vêem, mas cujos corações não enxergam. Os cegos que têm medo de confrontar-se com suas limitações, que não conseguem questionar qual é o seu real sentido de vida. Os cegos que são especialistas em julgar e condenar os outros, mas que são incapazes de olhar para as suas próprias fragilidades.
(fragmentos extraído do livro “O Mestre Inesquecível” de Augusto Cury)
May 15 A VIDA, UM SHOW IMPERDÍVELNunca se esqueça de que, independente de sua religião ou filosofia de vida, a história de Jesus Cristo revela a mais bela história de amor por você. Você e eu podemos ter todos os defeitos do mundo, mas ainda assim somos especiais. Tão especiais que duas pessoas mais inteligentes e poderosas do universo, o Autor da vida e seu Filho, cometeram “loucuras” de amor por nós. Eles são apaixonados pela humanidade. Suas atitudes não cabem nos compêndios de filosofia, direito, psicologia e sociologia. Elas ultrapassam os limites da nossa compreensão. Nunca nossas vidas valeram tanto! Nunca nossas vidas foram resgatadas por um preço tão caro! Cada ser humano foi considerado uma obra de arte única, inigualável, exclusiva, singular, excepcional! A história de Jesus Cristo é o maior laboratório de auto-estima para a humanidade. Não podemos deixar de concluir que vale a pena viver a vida! Mesmo que tenhamos percalços, que choremos, que sejamos derrotados, que fiquemos decepcionados conosco e com o mundo, que sejamos incompreendidos e que encontremos obstáculos gigantescos à nossa frente... Por isso, desejo que você nunca desista de caminhar. Caminhando, não tenha medo de tropeçar. Tropeçando, não tenha medo de se ferir. Ferindo-se, tenha coragem para corrigir algumas rotas da sua vida, mas não pense em recuar. Para não recuar nunca deixe de amar o espetáculo da vida, porque ao amá-lo, ainda que o mundo desabe sobre você, você jamais desistirá de caminhar... A vida é simplesmente um show imperdível, uma aventura indescritível...
(fragmento extraído do livro “O Mestre do Amor” de Augusto Cury)
May 06 DICAS PARA VIVER MELHOR...O mundo está sério demais. O sorriso há muito tempo deixou de ser manchete. As misérias humanas é que são manchetes. Devemos desligar um pouco a tv, fechar um pouco os jornais e voltar a fazer coisas simples: andar descalço na areia, cuidar de plantas, criar animais, fazer novos amigos, conversar com vizinhos, cumprimentar as pessoas com um sorriso, ler bons livros, meditar sobre a vida, expandir a inteligência espiritual, escrever poesias, fazer do ambiente de trabalho um oásis de prazer e descontração.
(extraído do livro “O Mestre do Amor” do escritor Augusto Cury) |
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