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A VIDA SEM AMOR...NÃO TEM SENTIDO

Quando o amor é a lei, nós nos apoiamos nela para nos desenvolvermos.
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March 22

Quando devemos suspeitar de um ataque cardíaco?

O infarto do miocárdio (ataque cardíaco)  é a principal causa de morte no mundo ocidental. Esta doença geralmente  é causada pela ruptura de uma placa de gordura  (ateroma), em uma artéria do coração (coronária).Tal fato , acarreta a formação de um coágulo ( trombo )  que interrompe o fluxo de uma forma intensa e súbita  na artéria afetada . Essa falta de irrigação de sangue , dentro de minutos , passa a acarretar a morte de células do músculo cardíaco (miocárdio).

O pico de aparecimento do primeiro infarto do miocárdio nos homens é em torno dos 55 anos e , nas mulheres , em torno de 65 anos. A presença de fatores de risco , como o tabagismo, hipertensão arterial, anormalidades do colesterol, diabete melito, obesidade, sedentarismo , estresse psicossocial e histórico familiar , só aumentam a suspeita da doença.   Em pacientes com histórico de aterosclerose (placas de gordura) nas artérias coronárias ou em outras artérias (aorta , cérebro ou dos membros inferiores) e suas respectivas manifestações clínicas , são sempre de alto risco para um infarto do miocárdio. Os diabéticos também são considerados de alto risco para a doença.    

Embora a apresentação clínica dos pacientes com um infarto do miocárdio possa ser muito diversa , cerca de 75% a 85% dos pacientes apresentam dor torácica (dor no peito) como o sintoma predominante. A dor é usualmente prolongada (mais que 20 minutos), é desencadeada por um exercício ou por um estresse emocional, podendo também ocorrer em repouso. A dor, em geral intensa, é aliviada parcialmente com o repouso ou com nitratos (vasodilatadores coronarianos) e pode ser acompanhada de irradiação para membros superiores e pescoço .    

Outros sintomas associados (falta de ar , náuseas e vômitos) podem ser referidos pelo paciente. Em pacientes com angina do peito prévia, a mudança do caráter da dor , tornando-se mais intensa e duradoura , é um indicador de uma instabilização do quadro, com uma possível evolução para um infarto do miocárdio .  Diante da suspeita desse quadro, o ideal é que o paciente seja encaminhado o mais rápido possível  para um hospital que disponha de uma unidade de atendimento ao infarto do miocárdio. Caso não haja essa disponibilidade, o serviço médico mais próximo deverá ser procurado. Não titubeie , na dúvida , sempre procure uma orientação médica. 

Fonte:  www.portaldocoracao.com.br  

 

February 19

INFARTO DO MIOCÁRDIO - A L E R T A !

Hoje, dia 13, sexta-feira, para mim é um dia como outro qualquer.  Entretanto, o dia 13 de janeiro de 2009, foi um dia decisivo na minha vida, senão vejamos:

-Durante a noite anterior daquele dia 13, não consegui dormir, com a sensação de empachamento – desconforto por excesso de comida. Comentei com minha esposa e ela me perguntou se havia comido algo diferente à noite, quando a informei que tinha feito um lanche, um pequeno sanduíche, com refrigerante.  Por volta das 08:00 horas, após o banho e troca da roupa, tive uma forte dor no tórax e informei à minha esposa e ela sugeriu que eu fosse até à farmácia para comprar uma medicação para gases. Ao descer  do prédio a dor voltou com mais intensidade e eu me sentei um pouco até ter condições de continuar o pequeno trajeto até a farmácia. Adquiri a medicação e ali mesmo fiz uso. Ao retornar para casa, a dor voltou ainda mais forte, quando fui impelido a sentar-me e aguardar um pouco, pois estava convencido de que se tratava de  gases.

Ao chegar em casa comentei o ocorrido e chegamos à conclusão de que se tratava mesmo de sintoma de gases. Às 10:00 horas  tomei um táxi e fui ao dentista. Após o atendimento,  enquanto aguardava o resultado, a dor no tórax voltou e um cliente que se encontrava ao meu lado indagou se eu necessitava de ajuda e só tive forças para levantar o dedo da mão.Logo chamaram um táxi e eu orientei ao motorista que me levasse ao Hospital São Vicente, próximo a minha casa. O motorista acelerou e o ar me fez bem, e a dor passou. Mudei de idéia mandei parar no prédio onde moro.    Subi as escadas com disposição, até o segundo andar. Comentei com minha esposa todo o ocorrido e ela sugeriu que eu me deitasse um pouco ao que atendi. Cinco minutos após voltou a dor com outros sintomas, dormência no braço, suava e falta de ar. Tive forças para chegar à cozinha, quando minha esposa me amparou e já saímos para o hospital. O atendimento no Pronto Socorro do Hospital São Vicente foi imediato, pelo Dr. Toni. Acredito que a eficiência daquele médico foi decisiva para salvar minha vida. Naquele mesmo hospital submeti-me a cirurgia de Revascularização do Miocárdio, com 03 pontes (Safena, mamária e mitral).

Agradeço a Deus pela nova oportunidade. Agradeço a todos que oraram e torceram  por mim.

Ainda estou em recuperação, mas breve estaremos por aqui, teclando com nossos(as) queridos(as) amigos(as).

 

January 09

APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ASSIM...

(Do Clube Português do Recife) 

            Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavá, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

            Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... – Preciso partir para Portugal pois pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

            Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Provinda. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, piracurus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles, primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pitando...

            Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto: Pararei!? PUXA!

    Colaboração do Dr. Fernando Medicis

 

June 29

AINDA SE CAÇAM BRUXAS

Ponto de vista: Lya Luft
VEJA-Edição 2066 -
25 de junho de 2008

O motorista de táxi de um aeroporto deste Brasil xingava um político, acusado no rádio por ter-se encontrado ali mesmo, dias atrás, com um suspeito de corrupção. "Viu só?", ele vociferava, "viu só?". Cansada de aeroporto e do assunto – e porque logo antes alguém tinha me dito: "Olha aí o fulano, fotografado ao lado do sicrano, que é suspeito de corrupção! Certamente ele também é..." –, fui curta e direta: "Meu filho, se sua namorada conversar com uma moça desonesta e disserem que por isso ela também é desonesta, você vai gostar?". Ele olhou sobre o ombro, meio espantado: "Sabe que a senhora tem razão?". Comentei: "Chama-se a isso caça às bruxas". Chegando ao meu destino, não tive tempo de explicar mais.Na Idade Média, uma tropa de psicopatas autorizados caçava gente com o entusiasmo com que se caçariam animais selvagens. O maior divertimento era julgar, esfolar vivo e queimar na fogueira, depois de outros inimagináveis sofrimentos. Quem eram as vítimas da Igreja daqueles tempos? Em geral mulheres simples, que lidavam com o que hoje chamaríamos medicina alternativa – a sabedoria popular de suas antepassadas. Havia também os bruxos, os que diferiam da doutrina religiosa ou da política dominante, contrariavam alguma autoridade, ou, ainda, aqueles cujo vizinho não ia com sua cara. Relatos e atas oficiais desses processos públicos enchem milhares de páginas da época, e nos dão vergonha de ser humanos.Eu, que em dois livros infantis criei a simpática e marota Bruxa Boa Lilibeth, achava que neste mundo dito moderno nossa falta de limite estava só na má-criação em casa e na escola, na inversão de público e privado, no interesse pelas calcinhas de certas moças (ou na falta delas) e na postura geral de desleixo que se espalha. Engano meu. Melhoramos, nos civilizamos, cortamos alguns preconceitos. A servidão, ao menos concreta e legal, acabou. Servidões morais temos muitas. Uma delas é esse impulso primitivo, das cavernas, de destruir, essa ferocidade no julgar e sentenciar, essa vontade de que o outro se dê mal. Parecemos doentes de ansiedade por ver alguém enxovalhado, por baixo, sem remissão. Muito além da lei e da Justiça, queremos sangue – ainda que seja o sangue moral, o sangue da alma.

Sou quase fanática contra os crimes, incluindo a corrupção. Valorizo muitíssimo a lei. Quero o infrator julgado e severamente punido. Apóio todas as justas ações da polícia para proteger a sociedade, isto é, cada um de nós. Mas desgostam-me procedimentos que agridem levianamente, interrogatórios em vez de diálogos, ataques de qualquer ângulo, a execução moral de inocentes na fogueira da opinião pública, mais disposta a ver o mal em tudo. Por toda parte no país, ao lado da Justiça e da lei que funcionam, esta parece ser a hora dos cantos escuros da psique humana e da democracia, lá onde lei e Justiça não funcionam direito. Ainda bem que a maioria de nós não é assim.Naquela mesma viagem, numa palestra, um grupo de jovens questionava a agressividade com que se tratam pessoas em situações como as das mais variadas CPIs, desde o tempo do falecido mensalão. Há interrogatórios violentos, alusões cruéis, ofensas diretas; quebram-se todos os limites da decência em que deviam ocorrer dignamente perguntas e esclarecimentos entre homens dignos. Os jovens tinham razão na sua perplexidade. Respondi que bastava ler um pouco de história dos povos para ver que não há nada de novo entre nós. Às vezes, como grupos ou como sociedade, adoecemos.Não é generalizado, não é permanente: por isso podemos acreditar em respeito no convívio público. Cair na armadilha do rancor primitivo e da atitude destrutiva torna a vida uma selva onde pessoas honradas são impedidas de executar projetos positivos, e às vezes têm sua vida injustamente aniquilada. É quando as bruxas boas fogem nas suas vassouras, deixando-nos um mundo mais sombrio.

 

Meu comentário, divulgado na Edição 2067, da Revista Veja:

Lya Luft discorre sobre um tema que envolve uma sociedade doente, co-dependente, quando as pessoas  não são mais capazes de viver sua própria vida. Encoberta por uma nuvem de acontecimentos  tenebrosos, o indivíduo desenvolve uma aptidão voraz para prejulgar todos os assuntos divulgados pela mídia. Falta  discernimento diante da enxurrada de notícias de uma sociedade em estado de decomposição.

 

 

Francisco Ribeiro Melo de Carvalho

Vitória da Conquista-Bahia”

 

 

 

 

May 20

O PODER DA ORAÇÃO

No dia 12 de Julho de 1953, o Dr. Stovell, cientista de renome nos USA,  teve um encontro com a verdade da existência de Deus. Ele estudava a energia nuclear e procurava, pelo conhecimento dos átomos, esclarecer os segredos da natureza, fazendo experiências únicas no mundo. No seu vibrante testemunho que deu a revista portuguesa “Nova de Alegria” no mês de Abril de 1966, o Dr. Stovell narra algumas de suas descobertas que o levaram a render-se a Jesus Cristo: “Eu era um ateu convicto. Pensava que Deus apenas existia na fantasia dos crentes e não era mais do que um resultado de superstição. Jamais pensei num Deus vivo, verdadeiro, onisciente, onipotente, onipresente e eterno. Nas nossas pesquisas científicas fazíamos descobertas acerca da atividade do cérebro humano. Constatamos que, de forma geral, ele funciona como uma emissora de rádio. Procuramos encontrar a escala das ondas em que trabalha e encontramos a resposta. Dentro de certo limite, verificamos que há um lugar para a onda de cada ser humano, em particular elas se distinguem umas das outras, mais do que as impressões digitais. Foi perante uma descoberta assim que meus pensamentos tomaram-me de assalto: Se nós, cientistas podemos medir as atividades do cérebro humano, não poderia Deus, se real, registrar os nossos pensamentos? Sentimos interesse em experimentar o que acontece num cérebro,  e escolhemos uma senhora que se encontrava enferma num hospital, para fazer uma experiência. Ela era crente e o diagnóstico dos médicos era de que teria pouco tempo de vida. Com autorização dos profissionais e familiares, montamos os instrumentos científicos necessários à  nossa experiência, no quarto anexo ao seu, para que pudéssemos ser testemunhas dos seus últimos momentos de vida. Éramos cinco os cientistas participantes da experiência e nenhum  professava qualquer religião e, dentre todos, eu era quem mais desprezava a idéia de Deus. Entre nossa aparelhagem havia um instrumento que media a força do pensamento. Tinha como ponto central o zero e subia até 500 graus para o lado positivo, à direita, enquanto que à esquerda descia 500 graus negativo. Anteriormente já havíamos feito experiência com a medição as ondas transmitidas com uma das maiores emissoras de rádio dos EUA, enquanto transmitia um programa para todo o globo terrestre. Naquela experiência com o rádio, a agulha do aparelho  indicara,  apenas, NOVE graus positivo.

Colocamos a aparelhagem na moribunda e  ela   conversava com alguém, invisível, citando que estava alegre por sentir que podia trocar este vale de lágrimas pelo lar celestial, onde teria uma vida eterna com o seu Senhor e Redentor Jesus Cristo  e passou a cantar hinos de louvor a Deus. Ficamos  comovidos e entreolhamo-nos, com lágrimas, e  esquecemos nossa aparelhagem. Foi então que ouvimos um estalo no indicador do aparelho. Percebemos que a agulha apontava para os 500 graus positivo e forçava, buscando mais espaço. Ficamos admirados, comovidos com aquela situação. Pela primeira vez na história humana fora medida a força da oração de uma pessoa crente. Essa oração mostrava-se 55 vezes mais potente que uma das maiores emissoras de rádio dos USA. Tivemos de concordar que o instrumento era limitado e não pudera medir mais. Naquele momento, todas as minhas idéias ateístas ruíram por terra. Sentíamo-nos profundamente tocados pelo que presenciamos. Deixamos aquele local e logo planejamos fazer a mesma experiência com uma pessoa moribunda, que fosse ateu. Pesquisamos e logo estávamos diante de um homem que sofria de câncer terminal. Depois de termos montado os nossos instrumentos, como da primeira vez, combinamos com uma enfermeira que começasse a discutir com o paciente, que passou esbravejar e dizia-se desapontado com tudo na vida. Olhamos para o aparelho e percebemos que a agulha pendia para o lado negativo. Quando o homem blasfemava, o instrumento chegou a medir 500 graus negativo. Então vimos o poder e a potência do poder dos pensamentos maus, do ódio e das blasfêmias.

Nós, humanos, somos capazes de medir o conteúdo e o poder dos pensamentos do cérebro, Deus não seria capaz de ler os nossos pensamentos? Também não seria Deus capaz de receber a mensagem que a nossa alma e cérebro emite com maior eficácia do que as maiores emissoras de rádio do mundo? Desta maneira, senti-me diante de Deus, onisciente, onipresente, onipotente.  A existência de Deus é provada cientificamente e como cientista sincero não podia negar a verdade.  Confessei Jesus Cristo como o meu Salvador.”  (Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens Jesus Cristo homem) – I Timóteo 2:5.

May 13

PACIÊNCIA


 
 Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente  iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
 Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros  que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'... E o bem comportado  executivo?
 O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele  mesmo ajuda a tumultuar...
 Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,  o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o  marido uma 'mala sem alça'. Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o
 emprego  uma tortura, a escola uma chatice.  O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
 Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava  demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a  cabeça, inconformado...
 Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem  sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
 Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem  tempo para Deus.
 A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética  dos calmantes está cada vez mais em alta.
 Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer  chegar?
 Qual é a finalidade de sua vida?
 Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
 E você?
 Onde você quer chegar?
 Está correndo tanto para quê?
 Por quem?
 Seu coração vai agüentar?
 Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
 A empresa que você trabalha vai acabar?
 As pessoas que você ama vão parar?
 Será que você conseguiu ler até aqui?
 Respire... Acalme-se...
 O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia  vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
 NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.
  SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA.

 

(por Arnaldo Jabor.)

April 20

EXISTÊNCIA VIRTUAL

O mundo virtual proporcionado pela internet faz sucesso por se tratar de um mundo lúdico. É um mundo coerente com a maneira de viver dos jovens, não exige engajamento nem compromisso. Ali qualquer um pode viver uma série de vidas sucessivas sem nenhum compromisso definitivo. As pessoas querem se distanciar da realidade não porque ela seja assustadora ou sem-graça, mas porque ela implica sempre um limite. Além disso, a realidade requer uma identidade, um objetivo mais ou menos claro na vida, ao passo que esses exercícios virtuais não pressupõem nenhuma identidade, nenhuma perspectiva e ainda derrubam todos os limites, incluindo os do pudor e da polidez.

Do psicanalista francês Charles Melman, de 76 anos

February 15

A CADERNETA VERMELHA

A  CADERNETA  VERMELHA

 

O carteiro entregou o telegrama.

 José Roberto não  agradeceu e enquanto abria  o envelope, uma profunda ruga sulcou-lhe a testa.

Uma expressão mais de surpresa do que de dor tomou-lhe conta do rosto.

 Palavras breves e incisas:

 - Seu pai faleceu. Enterro 18horas. Mamãe;

Jose Roberto continuou parado, olhando para o vazio.

 Nenhuma lágrima lhe veio aos olhos nenhum aperto no coração.

 Nada!

Era como se houvesse morrido um estranho.

 Por que nada sentia pela morte do velho?

Com um turbilhão de pensamentos confundido-o, avisou a esposa, tomou o ônibus  se foi, vencendo os silenciosos quilômetros de estrada enquanto a  cabeça girava a mil.

No íntimo, não queria ir ao funeral e, se estava indo era apenas para que a mãe não ficasse mais amargurada.

 Ela sabia que pai e filho não se davam bem.

A coisa havia chegado ao final no dia em que, depois de mais uma chuva de acusações, José Roberto havia feito as malas e partido prometendo nunca mais botar os pés naquela casa.

Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa...

Ele havia se desligado da família, não pensava no pai e a última coisa na vida que desejava na vida era ser parecido com ele.

 O velório: poucas pessoas.

A mãe está lá, pálida, gelada, chorosa.

Quando reviu o filho, as lágrimas correram silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio.

Depois, ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas vermelho,  como as que o pai gostava de cultivar.

José Roberto não verteu uma única lágrima, o coração não pedia.

 Era como estar diante de um desconhecido um estranho, um...

O funeral: o sabiá cantando, o sol se pondo.

Ele ficou em casa com a mãe até a noite, beijou-a e prometeu que voltaria trazendo netos e esposa para conhecê-la.

Agora, ele poderia voltar à casa, porque aquele que não o amava, não estava mais lá para dar-lhe conselhos ácidos nem para criticá-lo.

Na hora da despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e retangular na mão:

-         Há mais tempo você poderia ter recebido isto - disse.

  Mas, infelizmente só depois que ele se foi eu encontrei entre os guardados mais importantes...

Foi um gesto mecânico que, minutos depois de começar a viagem, meteu a mão no bolso e sentiu o presente.

 O foco mortiço da luz do bagageiro, revelou uma pequena caderneta de capa vermelha.

Abriu-a curioso.

Páginas amareladas.

 Na primeira, no alto, reconheceu a caligrafia firme do pai:

Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu primeiro filho, um garotão!

Estou orgulhoso de ser o pai daquele que será a minha continuação na Terra!

À medida que folheava, devorando cada anotação, sentia um aperto na boca do estomago, mistura de dor e perplexidade, pois as imagens do passado ressurgiram firmes e atrevidas como se acabassem de acontecer!

Hoje, meu filho foi para escola.

 Está um homenzinho!
 Quando eu o vi de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro
 cheio de sabedoria.

 A vida dele será diferente da minha, que não pude estudar por ter sido obrigado a ajudar meu pai.

Mas para meu filho desejo o melhor.

 Não permitirei que a vida o castigue!

Outra página:

-          "Roberto me pediu uma bicicleta, meu salário não dá, mas ele merece porque é estudioso e esforçado.

-         Fiz um empréstimo que espero pagar com horas extras".

José Roberto mordeu os lábios.

 Lembrava-se da sua intolerância, das brigas feitas para ganhar a sonhada bicicleta. Se todos os amigos ricos tinham uma, por que ele também não poderia ter a sua?

"É duro para um pai castigar um filho e bem sei que ele poderá me odiar por isso; entretanto, devo educá-lo para  seu próprio bem."
 "Foi assim que aprendi a ser um homem honrado e esse é o único modo que sei
 de ensiná-lo".

José Roberto fechou os olhos e viu toda a cena quando por causa de uma bebedeira, tinha ido para a cadeia e naquela noite, se o pai não tivesse aparecido para impedi-lo de ir ao baile com os amigos...

Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore...

 Parecia ouvir sinos, o choro da cidade inteira enquanto quatro caixões seguiam lugubremente para o cemitério.

As páginas se sucediam com ora curtas, ora longas anotações, cheias das respostas que revelam o quanto, em silêncio e amargura, o pai o havia amado.

 O "velho" escrevia de madrugada.

Momento da solidão, num grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era, ninguém o havia ensinado a chorar e a dividir suas dores, o mundo esperava que fosse durão para que não o julgassem nem fraco e nem covarde.
 E, no entanto, agora José Roberto estava tendo a prova que, debaixo daquela fachada de fortaleza havia um coração tão terno e cheio de amor.

A última página:

Aquela do dia em que ele havia partido:
 - "Deus, o que fiz de errado para meu filho me odiar tanto?

Por que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar transformá-lo em um homem de bem?"

"Meu Deus, não permita que esta injustiça me atormente para sempre.

 Que um dia ele possa me compreender e perdoar por eu não ter sabido sero pai que ele merecia ter."

Depois não havia mais anotações e as folhas em branco davam a idéia de que o pai tinha morrido naquele momento, José Roberto fechou depressa a caderneta, o peito doía.

 O coração parecia haver crescido tanto, que lutava para escapar pela boca.

 Nem viu o ônibus entrar na rodoviária, levantou aflito e saiu quase correndo porque precisava de ar puro para respirar.

A aurora rompia no céu e mais um dia começava.
 "Honre seu pai para que os dias de sua velhice sejam tranqüilos!" - certa vez ele tinha ouvido essa frase e jamais havia refletido o na profundidade que ela continha.

 Em sua egocêntrica cegueira de adolescente, jamais havia parado para pensar em verdades mais profundas.

 Para ele, os pais eram descartáveis e sem valor como as embalagens que são atiradas ao lixo.

 Afinal, naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde, beleza, música, cor, alegria, despreocupação, vaidade.

 Não era ele um semideus?

Agora, porém, o tempo o havia envelhecido, fatigado e também tornado pai aquele falso herói.

 De repente:

 No jogo da vida, ele era o pai e seus atuais contestadores.

Como não havia pensado nisso antes?

Certamente por não ter tempo, pois andava muito ocupado com os negócios, a luta pela sobrevivência, a sede de passar fins de semana longe da cidade grande, a vontade de mergulhar no silêncio sem precisar dialogar com os filhos.

Ele jamais tivera a idéia de comprar uma cadernetinha de capa vermelha para anotar uma frase sobre seus herdeiros, jamais lhe havia passado pela cabeça escrever que tinha orgulho daqueles que continuam o seu nome.

 Justamente ele, que se considerava o mais completo pai da Terra?

Uma onda de vergonha quase o prostrou por terra numa derradeira lição de humildade.

 Quis gritar, erguer procurando agarrar o velho para sacudi-lo e abraçá-lo, encontrou apenaso vazio.

Havia uma raquítica rosa vermelha num galho no jardim de uma casa, o sol acabava de nascer.

Então, José Roberto acariciou as pétalas e lembrou-se da mãozona do pai podando, adubando e cuidando com amor.

 Por que nunca tinha percebido tudo aquilo antes?

Uma lágrima brotou como o orvalho, e erguendo os olhos para o céu dourado, de repente, sorriu e desabafou-se numa confissão aliviadora:

-         "Se Deus me mandasse escolher, eu juro que não queria ter tido outro pai que não fosse você velho!

-          Obrigado por tanto amor, e me perdoe por haver sido tão cego."

 

Autor do texto: Desconhecido

 

 

November 23

VICIADOS EM INTERNET PEDEM AJUDA

     

UOL – ÚLTIMAS NOTÍCIAS

 

BRASIL

 

23/11/2007 - 09h27
Viciados em Internet buscam ajuda em hospital e Jogadores Anônimos

Rodrigo Bertolotto
Em São Paulo

Entre as dezenas de pacientes na sala de espera no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, eles podem ser diagnosticados facilmente: são os que levam no colo um laptop. Em meio a esquizofrênicos, maníacos e deprimidos, lá estão os "dependentes de tecnologia" ou mais especificamente os viciados em internet (em inglês o termo é sintético: "netaddicted").

"Tem um cliente meu que entrou para a sessão e não quis desligar o computador porque estava acompanhando as cotações da bolsa. Fiz que ele apagasse aquela porcaria", diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, um dos responsáveis pelo primeiro programa de assistência a esse mal no país, formado no início do ano no HC de São Paulo.

Os casos dessa síndrome da modernidade, porém, podem chegar a extremos bem maiores. Um rapaz ficou dois anos sem sair de casa só jogando videogame e vivendo em sites de relacionamentos. Largou a escola, mas ganhava dinheiro montando sites que eram muito visitados e colecionando prêmios na internet. "Ele chegou branco ao consultório. Não via a luz do sol. Hoje está internado em um hospital psiquiátrico", conta Nabuco, que tem outro paciente com essas características.

A mãe dele procurou ajuda quando o caso virou um problema no condomínio. O filho de 16 anos arremessava as cuecas sujas pela janela, e elas pousavam no estacionamento do prédio. O adolescente não sai da frente do computador para nada. "Ele perdeu totalmente a capacidade de se relacionar com as pessoas aos nove anos, quando os pais se separaram e ele se refugiou no computador", relata o psicólogo.

Para Nabuco, os pacientes podem sofrer uma patologia anterior (como depressão ou ansiedade), mas acabam desenvolvendo características específicas da dependência tecnológica. Ele e os colegas do HC preferem encaixar a doença em meio aos "transtornos de controle dos impulsos", junto com a piromania, o sexo compulsivo, a febre consumista, a auto-mutilação e a cleptomania.

"Eles são extremamente inteligentes. Não aceitam recomendações sem uma explicação. Querem saber o porquê de tudo e já chegam para a consulta com tudo pesquisado sobre psicologia", afirma Nabuco. Um subgrupo são os viciados por informação, gente que desde que acorda até que dorme está apertando o botão F5 para atualizar portais e caixas de entrada.

Mas qual é a fronteira entre um uso convencional e a patologia virtual? O cálculo é que 10% dos doentes são heavy users, aqueles que navegam mais de cinco horas diariamente. Esse número é discutível, afinal, muita gente trabalha na rede e há casos excepcionais e temporários, como um garoto que ganha um computador e passa uma temporada fascinado com o brinquedo novo. O Brasil lidera o ranking mundial de usuários domésticos (19,3 milhões), ou seja, quase 2 milhões de pessoas podem ser alvo.

Segundo do ranking, o Japão tem mais de 600 mil pessoas que vivem reclusas em seus quartos e computadores, mostrando agressividade no contato social ou familiar. São os hikikomoris, um fenômeno que surgiu com força a partir da recessão da década passada (80% dos casos são de homens com mais de 30 anos que passaram alguma pequena frustração na vida cotidiana).
Jogadores Anônimos
O computador serve como um prozac virtual, diminui a depressão, alivia tensão, controla o humor, serve de amigo e de babá. Tudo pode começar com os videogames, passar pelos sites de relacionamento, apostas online e pode terminar como um home broker, operador da bolsa que não sai de casa e lucra com a atual economia lotérica.

A associação Jogadores Anônimos vem aceitando em suas filas garotos que se viciaram em games. Eles fazem orações, dão depoimento e seguem 12 passos para deixarem a vida viciosa, mesmo roteiro dos alcoólatras e narcóticos. O técnico em informática Ricardo (nome fictício para manter seu anonimato) vai às reuniões da sede em São Miguel Paulista, bairro da Zona Leste paulistana, em meio a aposentadas viciadas em bingo ou desempregados que caíram do jóquei para o videopôquer e depois o caça-níquel - sem esquecer a oficial megasena e os cassinos clandestinos.

"Acabei me identificando com eles, porque fazia e sentia as mesmas coisas. Mentia para a família, falava que ia trabalhar ou estudar e acaba o dia todo na lan house. Depois de disperdiçar meu dia, ficava com remorso e queria me jogar na frente do metrô ou do ônibus", conta Ricardo, 20.

A diferença é que ele não levaria sua família a falência mesmo se quisesse, afinal, a hora em uma lan custa em média R$ 1. Por seus cálculos, em três anos (dos 16 aos 19 anos), gastou R$ 1.000, quantia que um apostador forte gasta em minutos. Mas Ricardo foi demitido de três empregos (foi operador de telemarketing e monitorou câmeras de vigilância) e perdeu vaga na faculdade por faltas. Ele pegava o dinheiro do almoço, se enfiava em uma lan chamada Cybercaverna, na Mooca, e "fazia fotossíntese com a luz da tela do computador", em suas próprias palavras.

"Hoje não entro em lan house, mas vejo todos os preços quando passo em frente. Sei que está ainda dentro de mim. Muitos amigos ainda estão nessa. Esse vício vai estourar como um problema de saúde crônico em poucos anos", diz Ricardo.

Há também blogs que funcionam como reuniões de jogadores anônimos, com viciados contando suas histórias, em uma mistura de terapia de grupo e confessionário. Um desses diários eletrônicos relata desde o contato com o videogame Atari na década de 80 até o transtorno de comportamento: "No meu caso, na minha pior época do vício, eu passava literalmente umas 12 horas jogando, seis dormindo e seis que sobravam comendo, vendo TV e invariavelmente pensando no jogo. Como muitas vezes eu sonhava com jogos, posso dizer que às vezes eu ficava em contato com o vício 24 horas por dia."

Ao contrário do álcool ou drogas ilícitas, porém, a Internet ou a informática não são algo a que se possa renunciar, já que cada vez mais permeiam toda atividade humana (há até atendimento psicológico por e-mail aos "netaddicteds"). Em 2006, se estipulou um dia mundial como o "Shutdown Day" para denunciar o problema -no Brasil, a data não pegou.

Já o tratamento coletivo no Hospital das Clínicas até agora só cuidou de adultos. A prática de 18 semanas mostra os lados positivos e negativos da Internet e expõe que o computador acaba servindo de escapismo para problemas pessoais ou familiares. Em 2008, deve-se formar o primeiro grupo de adolescentes no HC.
"Estamos atendendo individualmente os menores para pegar o jeito de como lidar com eles", diz o psicólogo responsável. Para Nabuco, o risco do aprisionamento de adolescentes no mundo virtual é reflexo da atitude de muitos pais que acham que o computador é um porto seguro e distante da violência das ruas. Mas não é tão inofensivo assim.

November 12

FOREST GUMP

     

Forest Gump

-Vó
-Oi
-Ontem eu vi de novo aquele filme que você gosta.
-Qual, minha querida (como se não houvesse muitos filmes que a Vovó amava).
-Aquele daquele homem que é meio bobo e fica contando histórias no ponto de ônibus...
-Ah, sei ... Forrest Gump...
-Isso.
-E você gostou do filme
-Gostei, mas não entendi uma coisa...
-O que
-Quando começa o filme, tem uma pena voando, que voa, voa, e cai no colo do Forrest Gump. Ele guarda "ela"no livro e começa a contar a história para um monte de gente.
-Exato.
-Então, no final, ele abre o livro e ela sai voando outra vez. Para que serve essa pena, heim, Vovó
-Bem, pituquinha, ele explica isso no final. Talvez você não tenha percebido.
-Acho que não.
-Forrest Gump não é uma pessoa igual às outras: ele tem uma inteligência limítrofe. Não fale que ele é meio bobo que isso é muito feio. Ele tem uma inteligência de uma criança de cinco anos, por isso tem dificuldade de entender as coisas como as outras pessoas. Ë um homem grande com a cabeça de uma criança, não é meio bobo ou retardado, tá bom
-Tá.
-Você quer saber por que a pena começa o filme voando até pousar no colo do Forrest Gump, e depois sai voando de novo, não é
-Isso.
-Então..., no final do filme, ele conta que na sua vida houve duas pessoas que o influenciaram muito: uma foi a sua mãe, o outro, seu amigo que ele conheceu na guerra do Vietnã, que é o tenente Dan. A mãe ensinou para ele que ter uma deficiência não é desculpa para desistir da vida. Ela se recusou a colocá-lo em uma escola para deficientes, e sempre empurrou o filho para frente, sempre ensinou-o a não se conformar com as suas próprias limitações. Forrest foi para a escola, estudou, teve um problema na coluna que o obrigou a usar aquele aparelho horrível, você se lembra?

-Lembro sim.

 

-Tem uma cena que a Vovó gosta demais nesse filme, que é aquela em que os meninos correm atrás dele com bicicletas.
Eles querem zoar com ele e até machucá-lo, e a sua amiguinha grita para o menino: Corra, Forrest, corra! E ele sai correndo, de aparelho e tudo, as bicicletas atrás dele e os meninos gritando..., à medida que ele corria, o aparelho vai caindo, pedaço por pedaço, e quanto mais ele se livrava do aparelho ortopédico, mais rápido ele conseguia correr, mais ele deslanchava, até conseguir chegar em casa, deixando para trás os seus perseguidores...
-Vó
-Oi
-Você está chorando
-Não, ..., não querida, é que a vovó esqueceu de pingar o colírio dela (falou isso enquanto enxugava furtivamente algumas lágrimas).
-Por que você gosta tanto dessa cena, Vovó
-Porque Vovó acha essa cena muito emocionante, muito alegórica.
-Alê o que
-Riu-se, gostosamente.
-Alegórica. Quer dizer que ela tem um significado maior do que está na tela.
-Qual o significado
-Na vida, a gente fica tentando endireitar tudo, minha querida, e às vezes temos que passar muito, muito medo para podermos nos livrar de nossos aparelhos, de nossas muletas. Forrest descobre que já está pronto, que pode correr como ninguém, como ninguém, e mais longe do que qualquer menino valentão e bobo que se acha grande coisa ...
-Olhou para a neta, que a olhava fixamente.
-Desculpe, querida, acho que me empolguei um pouco.
-Vó
-Oi
-É para isso que temos medo
-Acho que sim.
-Temos medo para tirar as muletas
-E os aparelhos. E ir para frente.
-Legal. Vó
-Fala.
-E a pena
-É mesmo, já ía me esquecendo... então, eu falei que a mãe de Forrest Gump o ensinou a nunca sentar sobre seus problemas, a nunca se intimidar com as suas dificuldades. Ela ensinou para ele que, na vida, Deus dá uma série de cartas para a gente jogar o jogo, e temos que aproveitar as nossas cartas do melhor jeito possível.
-E a pena
-Já vai, já vai... a outra pessoa importante na vida de Forrest Gump é seu amigo, tenente Dan. Juntos, eles foram para a guerra, tiveram um pesqueiro, montaram uma empresa e ficaram muito ricos. E o tenente Dan ensinou que na vida, a gente é como uma peninha levada pelo vento, de um lado para outro, e nunca tem como descobrir para onde vai o sopro de Deus..., nunca a gente sabe para que lado vai a pena.
-Fez um silêncio grave.
-Como assim
-Quando você crescer, vai perceber como nosso destino é caprichoso, meu bem. Um dia estamos aqui, outro dia estamos lá, como se tivesse um gozador assoprando a vida para lá e para cá, para lá e para cá.(Fez um movimento com a mão, simulando a pena indo e voltando. A menina acompanhou o movimento com os olhos).
-Quer dizer que a gente não sabe para onde vai essa pena
-Trouxe-a para mais perto.
- A gente não sabe... mas sabe, quando a gente chega na idade que chegou a Vovó aqui, podemos perceber os caminhos misteriosos que a pena toma no ar, até pousar, segura, no colo de Deus. Mas isso a gente só descobre depois de passar muito tempo tentando adivinhar: qual a direção do vento Qual a umidade relativa do ar Qual o peso da pena Como o Caos vai comandar a direção que a pena vai tomar
-Coçou a cabeça, em seu gesto característico.
-Vó
-Oi
-O que acontece quando a gente pára de tentar adivinhar para onde vai essa pena
-A gente se deixa levar pelo vento, minha querida.
-Quer dizer que você dá razão para a mãe e para o amigo do Forrest
-Olhou com uma agradável sensação de surpresa.
-Isso mesmo! Como você é esperta! Eu dou, mesmo, razão para os dois. A gente joga da melhor forma que puder, com o máximo de empenho, mas também respeita as linhas do vento. Gostou
-Gostei, gostei muito... sabe, Vó, é tão bom ter você... será que um dia esse vento vai te levar para longe de mim
Estremeceu ligeiramente.
-Não, meu bem... por mais longe que vão nossas penas, nosso coração vai estar sempre perto um do outro, tá bom
-Tá bom.
-Ficaram num silêncio de fim de conversa.
-Eu vou brincar um pouco, tá
-Isso, vai brincar de Forrest Gump.
-Vou correr até cansar.
-Isso. Vai mesmo.
-Mal conseguiu disfarçar a voz embargada de lágrimas.

Autor(a) Texto: Marco Antonio Spinelli

July 27

RESISTA UM POUCO MAIS...

Há dias em que temos a sensação de que chegamos ao fim da linha.
Não conseguimos vislumbrar uma saída viável para os problemas que surgem em grande quantidade.
Com você não é diferente. Você também faz parte deste mundo cheio de provas e expiações. Desta escola chamada terra.
E já deve ter passado por um desses dias, e pensado em desistir...
No entanto vale a pena resistir...
Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando.
Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais.
 Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um ímã... Mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.
Resista mais um pouco mesmo que os pessimistas digam para você parar... mesmo que sua esperança esteja no fim.
Resista mais um momento mesmo que você não possa avistar, ainda, a linha de chegada... mesmo que a insegurança brinque de roda a sua volta.
 Resista um pouco mais, ainda que a sua vida esteja sendo pesada na balança dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.
As dores, por mais amargas, passam...
Tudo passa...
A ilusão fascina, mas se desvanece...
A posse agrada, porém se transfere de mãos...
O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
O prazer alegra, todavia é efêmero.
A glória terrestre exalta e desaparece.
O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...
Tudo, nesta vida, tem um propósito...
A dor aflige, mas também passa.
A carência aturde, porém, um dia se preenche.
A debilidade física deprime, todavia, liberta das paixões.
O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A submissão aflige, entretanto fortalece o caráter.
O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.
A situação muda, como mudam as estações...
 O verão brinca de esconde-esconde com a brisa morna, mas cede lugar ao outono, que espalha suas tintas sobre a folhagem. O inverno chega e, sem pedir licença, congela a brisa e derruba as folhas.
 Tudo parece sem vida, sem cor, sem perfume...
Será o fim? Não! Eis que surge a primavera e estende seus tapetes multicoloridos, espalhando perfume no ar e reverdecendo novamente a paisagem...
Assim, quando as provas lhe baterem à porta, não se deixe levar pelo desejo de desistir... resista um pouco mais.
 Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço...
E essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.
 Resista, porque alguém que o ama está sentado na arquibancada do tempo, torcendo muito para que você vença e ganhe o troféu que tanto deseja: a felicidade...
Não se deixe abater pela tristeza.
 Todas as dores terminam.
Aguarde que o tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio.
A ação do tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão.
 Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação de que necessita.
 Por tudo isso, resista... e confie nesse abençoado aliado chamado tempo.

O tempo que é Deus... 

 

(Autor: Desconheço a autoria) 

April 15

DESAPOSENTAR

 
 
     

                            Desaposentar
                          

                                             por Domingos Pellegrini

   Ele chegou à praça com uma marreta.
   Endireitou a estaca de uma muda de árvore e firmou batendo com a marreta.
  Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte.
  Não resisti a puxar conversa:
- O senhor é da prefeitura?
- Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.
- Ah... O senhor quem plantou essa muda?
- Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.
- Então o senhor gosta de plantas.
- De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.
- Obrigado pela parte que me cabe... Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.
- O senhor é aposentado?
- Não, sou desaposentado.
  Foi podando e explicando:
- Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria. Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É... aí fica com a loja torrando no sol!
Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.
- É bom pra terra... Tudo que sai da terra deve voltar pra terra... Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando... Até que acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.
  Cortou umas flores, fez um ramalhete:
- Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh... A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.
amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.
- Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça.
Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra cuidar da praça! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem de cuidar da praça... Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei...
Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.
- Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.
- Eu também não sabia, filho. Ihh... Aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!
- Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? Falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.
- Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber... E a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim, no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores...
- É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança!
Ele riu:
- Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!

Publicado no Jornal “A GAZETA DO POVO”, de 22/05/05, Fortaleza-CE

April 05

PÁSCOA

A primeira Páscoa aconteceu lá no Antigo Testamento (Êxodo 12), quando Deus mandou Moisés tirar o seu povo do Egito, pois estavam lá como escravos, e Deus queria que eles voltassem a ser livres.
Antes de o povo hebreu partir, cada família deveria preparar em casa a última refeição antes da longa viagem que fariam pelo deserto.
Prepararam um cordeiro assado, pães ázimos (sem fermento, para lembrar que saíram com pressa do Egito) e ervas amargas (para lembrar do sofrimento do povo no deserto, rumo à Terra Prometida). Todas as casas deveriam passar o sangue do cordeiro nos umbrais das portas, como sinal da submissão a Deus e também para preservar a vida. Esta Páscoa, para os hebreus, representou um tempo de esperança e libertação, a passagem pelo deserto para chegar em um lugar preparado por Deus, muito melhor de se viver.
Essa tradição foi mantida pelo povo de Deus ao longo dos anos e das gerações. O ritual era repetido para lembrar que Deus libertou e caminhou com o povo de Israel. E Deus caminha até hoje conosco, que somos também seu povo.
E Deus deseja nos libertar mais uma vez. Deseja se relacionar conosco e nos amar. Como prova desse amor, Deus mandou seu Filho Jesus para nos salvar e dar vida eterna. Antes da sua morte, Jesus celebrou a última Páscoa com seus discípulos (Lucas 22.7-20), instituindo a Santa Ceia - que é celebrada por nós até hoje. Naquele momento, Jesus estava dizendo que se entregaria em nosso lugar, para que vivêssemos com Ele. Cristo morreu em nosso lugar, na cruz, nos libertando do nosso pecado.
Mas depois de três dias, Jesus ressuscitou! Assim como a lagarta no casulo se transforma em uma linda borboleta, Jesus deixou o túmulo e voltou a viver. Ele foi para junto do Pai, mas deixou conosco o consolador e animador, o Espírito Santo.
E hoje o nosso desafio, cristãos, é continuar anunciando a vida plena que Jesus pode dar. Essa é a história do Deus que ama seu povo e deseja andar sempre com ele. Deus ama você e sua família e deseja transformar sua história, trazendo-lhe vida abundante!
Para nós, cristãos, a Páscoa é a festa que comemora a ressurreição de Jesus Cristo.
Para os judeus, os descendentes dos hebreus, a Páscoa é a festa que comemora a saída dos hebreus do Egito, onde eram escravos. Embora sejam acontecimentos diferentes, tanto a Páscoa cristã como a judaica têm o mesmo sentido: a libertação.

 

(Autor: Desconhecido)

February 25

ADVERSIVIDADE - FRASES

 
 

Adversidade

 Não se viam as plantas cobertas pela neve. - E o lavrador, dono do campo, comentou jovialmente: "Agora, crescem para dentro". - Pensei em ti; na tua forçosa inatividade - Diz-me: também cresces para dentro?

(Josemaría Escrivá)

 Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo. (Autor desconhecido)

 Quando se busco o cume da montanha, não se dá importância às pedras do caminho (Autor desconhecido)

Os heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar.  (Jean Girandoux)

 A vida é uma pedra de amolar: desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos. (George Bernard Shaw)

 O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. (Willian George Ward)

 O homem que a dor não educou será sempre uma criança. (N.Tommaseo)

A dor alimenta a coragem. Não podes ser corajoso se só te aconteceram coisas maravilhosas. (Autor desconhecido)

 Para quem sabe esperar, tudo vem a tempo. (Clément Marot)

 Não há exemplos na História de se ter conquistado a segurança pela covardia. (Léon Blum)

 A adversidade é um trampolim para a maturidade. (C.C. Colton)

 Se alguma coisa se te opõe e te fere, deixa crescer. É que estás a ganhar raízes e a mudar. Abençoado ferimento que te faz parir de ti próprio. (Saint-Exupéry)

 Só há uma maneira de acabar com o mal: é responder-lhe com o bem. (Tolstoi)

 Na adversidade conhecemos os recursos de que dispomos. (Horácio)

 A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. (Horácio)

 Não existe melhor ensino que a adversidade. (Disraeli)

 Dois importantes fatos, nesta vida, saltam aos olhos; primeiro: que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo: que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos o que devemos à grande lição da adversidade. (Andrew Carnegie a Napoleon Hill)

 Não podemos dirigir o vento... Mas podemos ajustar as velas. (Autor desconhecido)

 Quem não sabe suportar contrariedades nunca terá acesso às coisas grandiosas. (Provérbio Chinês )

As lições da desgraça são as sumas lições da vida. (Giacomo Leopardi)

 Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades. (Epicuro)

 A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio. (Martin Luther King Jr.)

A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades. (Lettie Cowman)

 As adversidades são como as facas, que nos podem ser úteis ou ferir-nos, conforme as seguremos pela lâmina ou pelo cabo. (James Russel Lowell, escritor norte-americano)

 A arte de vencer aprende-se nas derrotas. (Simon Bolívar)

 As dificuldades não esmagam um homem, fazem-no. (Arthur Meighen)

 Não se viam as plantas cobertas pela neve. - E o lavrador, dono do campo, comentou jovialmente: "Agora, crescem para dentro". - Pensei em ti; na tua forçosa inactividade - Diz-me: também cresces para dentro? (Josemaría Escrivá)

 O homem descobre-se quando se mede com um obstáculo. (A. Saint-Exupéry)

 A desgraça é o vínculo mais estreito entre os corações. (La Fontaine)

 Não receies a adversidade: lembra-te de que os papagaios de papel sobem contra o vento e não a favor dele. (H. Mabie)

 Dificuldades reais podem ser resolvidas; apenas as imaginárias são insuperáveis. (Theodore N. Vail)

 Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. (Provérbio chinês)

 Se caíres sete vezes, levanta-te oito. (Provérbio chinês)

 Na maior parte dos homens, as dificuldades são filhas da preguiça. (Samuel Johnson)

Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz. (Ruth Renkel)

February 02

TUDO DEPENDE DE MIM

                            Tudo depende de mim

 Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.


Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.


Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.


Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.


Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.


Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.


O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.


E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.


Tudo depende só de mim.

 

(Charlie  Chaplin)

January 22

PORTA AO LADO

Porta ao lado.

Drauzio Varella

 

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí deu um exemplo trivial, que acontece todo dia da gente....

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu em qualquer garagem. Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você pragueja, esperneia e estraga o resto de seu dia.

“Eu acho que essa história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior”. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende porque eles parecem ser tão felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho a fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar o meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem ou para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com sua alegria. A "porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída - EXPERIMENTE

 

 

 

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos."

 

December 27

Um Natal para reflexão

Um Natal para reflexão

"No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa"

Há dois Natais em cada um de nós: o que sonha e o que sofre, o que concilia e o que corrói, o que se aflige e o que celebra, o que descrê e o que espera, o que cobre a cabeça para não ver e o que fala alto, claro e com fervor. Por acaso – eu, que pouco acredito em acasos – esta coluna vai sair na véspera da véspera de Natal: tema espinhoso, pois há os que cultuam, os que detestam, os que ignoram, os que ficam melancólicos, e todos precisam ser respeitados, todos no mesmo barco da alegria ou do susto, e da geral perplexidade sobre o que fazer, como fazer, quando começar a fazer. Fazer o quê? Refletir, mudar, gritar, amar, comprar ou vender, esperar, talvez morrer. Escrever, no meu caso. Sobre mim, sobre o mundo, sobre este estranho país de contrastes, de desencontros e desencantos, de rala e rara esperança.

Não aprecio a torre de marfim da estética e da emoção, em que se pretende que a realidade não nos diga respeito: diz respeito, sim, pois acredito que cada cidadão é senhor, é mestre em assuntos de seu país. Tem o doutorado da dura experiência, das contas a pagar, do emprego a conseguir, dos líderes cínicos e decepcionantes, dos filhos a criar, da saúde a desejar, da esperança a manter, apesar de tudo. No território da realidade concreta, aparentemente nossa resignação precisa começar a criar seus limites: bom presente de Natal para cada pessoa que pensa. Bradar em vez de sussurrar; olhar de frente em lugar de se esconder.

Andamos demais acomodados, todo mundo reclamando em voz baixa como se fosse errado indignar-se. Sem ufanismo, que dele estou cansada, sem dizer que este é um país rico, de gente boa e cordata, com natureza (a que sobrou) belíssima e generosa – sem fantasiar nem botar óculos cor-de-rosa que o momento não permite, eu me pergunto o que anda acontecendo com a gente. Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloqüente, engraçado o cinismo bem-vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mas palhaços.

Saúde, educação, cultura, estradas, ferrovias, aviação estão numa decadência nunca vista, sem falar na honradez de nossos homens públicos. Líderes mentem e se desmentem, acobertam-se, insultam-se, à vista de todos se comprometem com a corrupção e os mais variados escândalos! Tudo normal, como o império macabro da violência que nos faz correr nas ruas feito ratos amedrontados, fechados em casa à noite devido à guerra civil, felizes se nenhuma das pessoas que amamos foi assaltada e morta naquele dia.

Dormimos no chão dos aeroportos, contentes quando nosso avião afinal chega salvo ao seu destino, enquanto se fazem mais cortes nesse setor e em muitos outros, para poder pagar o fantástico salário de deputados e senadores: as coisas por aqui são assim mesmo, por que se incomodar?

Tudo isso, e muito mais, acontecer com tamanha naturalidade é péssimo sinal. Mas como nem tudo são horrores, também existem os amigos que não nos decepcionam, os amores que nos fundamentam, os batalhadores e os idealistas, os conciliadores que nos fazem acreditar em harmonia mais do que em desagregação e rancor, no futuro mais do que no duvidoso presente. Houve no público e no pessoal realizações e até decência, e é bom lembrar disso para que a gente recupere a vergonha, abra braços mais generosos, endireite a espinha da dignidade e adoce a voz de todos os amores.

Para os que acreditam e os que apenas gostariam de acreditar em alguma religião, em algumas pessoas, em alguma nobreza, em alguma esperança, em si mesmos ou em sua família, este é um momento de parar, pensar, escutar e enxergar dentro e além dos limites pessoais e dos fatos com os quais corremos o perigo de nos resignar. No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa, e prestar mais atenção no que está havendo dentro e fora de nós: indagando, de verdade, em que pessoas estamos nos tornando, que futuro estamos preparando, que país, que ordem, que progresso, que bem-estar, que segurança, que esperanças criamos neste quase fim de 2006.

 

LUFT, Lya. Ponto de Vista. Revista Veja, ed. 1988, 27.dez.2006.

September 29

ONDE ESTÁ O AMOR?

O amor é descrito nos livros, proclamado nas poesias, cantado na música, filmado no cinema. O amor é o fenômeno psicológico mais procurado da história, mas é o menos compreendido.

Reis procuram o amor no poder, mas súditos morrem de angústia. Famosos o buscam nos aplausos, mas muitos morrem solitários. Ricos tentam compra-lo com sua fortuna, pois o dinheiro compra o mundo, mas não o sentido de vida. Poetas procuram encontra-lo nas letras, mas muitos se despedem da vida sem poesia. Cientistas o colocam na prancheta das suas idéias, mas nunca conseguem entendê-lo.

Para muitos, o amor não passa de uma miragem no árido solo de suas emoções. Eles o procuram de forma errada e nos lugares errados. Acham que ele se esconde nas grandes coisas, mas ele sempre está presente nas coisas simples, diminutas, quase imperceptíveis. Ele sempre está presente nos sorrisos das crianças, nos beijos das mães, nos consolos dos amigos, nas dádivas do Criador.

Onde está o amor singelo, ingênuo, arrebatador que resgata o sentido da vida e nos faz sorrir, mesmo quando temos motivos para chorar? Onde está o amor que nos faz acordar pela manhã e dizer que a vida é maravilhosa, apesar de todos os seus problemas? Onde está o amor que nos faz ter esperança em alguém, mesmo quando sofremos decepções? Onde está o amor que transforma o trabalho num oásis, mesmo sob o calor da competição e das relações tensas? Onde está o amor que nos faz ver que a vida é uma janela para a eternidade, mesmo quando estamos chorando copiosamente pela perda das pessoas que amamos?

O clima social da época de Jesus era o menos recomendado para se falar de amor. A miséria física e emocional, as pressões políticas e a discriminação floresciam na alma dos judeus. Havia espaço apenas para falar do ócio e da revolta contra o império romano. Falar do amor era um escândalo. Nesse clima Jesus criou uma esfera de amor quase surreal. Homens distintos que continham ambições, reações e personalidades distintas começaram a recitar poesias de amor.

O amor entre eles transcendia a sexualidade, os interesses próprios e a troca de favores. Os pobres tornaram-se ricos, os desprezados ganharam status de seres humanos, os deprimidos encontraram alegria e os ansiosos beberam da fonte da tranqüilidade. Jesus não deixou nenhuma marca, senha ou dogma religioso para identificar seus discípulos, somente o amor: “Nisto conhecereis que vós sois meus discípulos, se amardes uns aos outros”. O verdadeiro discípulo não era o que errava menos, o mais ético ou mais puro, mas aquele que amava.

Uma pessoa podia fazer orações o dia inteiro, elogiá-lo e ser um pregador das suas palavras, mas, se não tivesse o amor, não era um discípulo, mas apenas um mero admirador. Jesus sabia que o amor e somente ele era o único fenômeno capaz de aproximar os homens de cultura, religião, personalidade, pontos de vista, raça e nacionalidade distintos.

 

Onde está o amor nos dias atuais? As pessoas podem estar divididas em distintas religiões, mas é inaceitável que o amor esteja dividido, pois se o estiver ele se dissolve no calor das nossas diferenças. Quem não ama não tem sonhos, não se coloca no lugar dos outros, não sabe compreendê-los.

 

(fragmentos extraídos do livro “O Mestre Inesquecível” de Augusto Cury)

August 23

POEMA DE UM ALUNO DA APAE

 Poema de um aluno da APAE

 Ilusões do Amanhã

 "Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
 Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
 Procuro em todas, mas todas não são você.
 Eu quero apenas viver, se não for para mim que seja pra’
você.
Mas às vezes você parece me ignorar,
 sem nem ao menos me olhar, me machucando pra valer.

 Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
 Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
 Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?

 Será que esse mundo tem jeito?
 Esse mundo cheio de preconceito.
 Quando estou só, preso na minha solidão,
juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
 juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
 seja um tolo,
 que acredita num sonho.

Na procura de te esquecer,
 eu fiz brotar a flor.
 Para carregar junto ao peito,
 e crer que esse mundo ainda tem jeito.
 E como príncipe sonhador...

 Sou um tolo que acredita, ainda, no amor."

 PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
 Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela
sociedade, de excepcional.
 Excepcional é a sua sensibilidade!
 Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 e peço que divulguem para
 prestigiá-lo. Se uma pessoa assim acredita tanto, porque as que
se dizem normais não acreditam?


August 04

A VERDADEIRA RELIGIÃO

A Verdadeira Religião

"Os pecados da carne são maus, mas são os menores dos pecados. Os piores são puramente espirituais, como o prazer em fazer os outros sentirem que estão errados, em ser mandão, caluniador e orgulhoso. É por isso que uma pessoa fria, farisaica e arrogante, e que freqüenta regularmente a igreja, pode estar mais perto do inferno que uma prostituta". C. S. Lewis
A verdadeira religião é feita de numinosidade, a busca por um autêntico e pessoal relacionamento com Deus, e não de crendices ou intelectualidade.
A religião autêntica é a expressão do encontro com Deus em atos de culto, na vida familiar e social.
A falsa religião afasta o homem de Deus, pois produz nele um coração orgulhoso que se traduz por desprezo aos que não querem ou não conseguem viver de acordo com as suas regras.
A falsa religião cria um caminho mecânico de regras, algo exterior.
A verdadeira religião é fruto de um coração transformado.
Uma escravidão legalista produz uma espiritualidade artificial, como a dos fariseus. Quando uma pessoa insiste em renúncias para alcançar objetivos meramente religiosos, embora éticos, vem o sofrimento da alma, a frustração.
A verdadeira religião é como uma fonte no interior do fiel, jorra para fora produzindo mudanças espontâneas.
A Bíblia diz que o povo se maravilhava com a doutrina do Senhor Jesus, e isto causou inveja e despertou o ódio existente no coração dos religiosos. A palavra de renovação interior do Mestre dos Mestres ameaçava o domínio das tradições e regras exteriores dos rabinos. Foram os guardiões do Templo que levaram Jesus à cruz.
Na falsa religião a adoração é sofisticada, um conjunto de normas cerimoniais. Tudo é ensaiado e mesmo pessoas que não desfrutam da convivência com Deus podem adorar. Obedecem às ordens dos líderes, pois, em subserviência religiosa esperam alcançar as profundidades da comunhão com Deus.
Muitas cargas pesadas são impostas doutrinas moralistas “não faça isto”, ou, “não toques aquilo outro”. Jesus desnudando os mestres da lei e os fariseus, disse: “Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros” (Mt 23:4).
Na falsa religião rasgam-se as vestes como figura do verdadeiro arrependimento.
Na verdadeira religião rasga-se o coração, uma conversão ao Senhor.
A falsa religião faz distinção em vida secular e vida eclesiástica. O fiel é santo no templo, e um demônio em seus negócios particulares.
A verdadeira religião considera todas as coisas uma oportunidade de glorificar ao Senhor. O fiel busca expressar a vida interior em todos os atos de sua existência, tudo é do Senhor e para o Senhor.
Na verdadeira religião os adoradores adoram na liberdade do ESPÍRITO e em busca da renovadora VERDADE. Simplesmente acontece.
A falsa religião se apega à tradição, liturgias que são camisas-de-força da alma, feno que impede o surgimento do renovo.
Jesus assumiu a humanidade e quebrou os paradigmas da religião, transferindo de periférico para o interior do homem a valoração atribuída por Deus.
“Parem de julgar pelas aparências” (Jo 7:24).


Escrito por Pr. Solon D. Cavalcanti


June 23

ALGUNS PENSAMENTOS

A arrogância nos leva a acreditar que somos superiores aos outros.

 A coragem não é a ausência do medo e sim a presença da fé.

 A formação do caráter é mais do que um processo; é um relacionamento.

 A imagem de Deus em nós é a nossa capacidade de nos relacionarmos.

 Amar os outros é a expressão visível de Deus.

 Aprendemos as verdades mais profundas por meio dos nossos relacionamentos.

 Aqueles que não aprendem com o passado vivem presos a ele.

 As diferenças não precisam significar divergências.

 As mudanças rápidas são freqüentemente temporárias.

 As pessoas sábias estão sempre preparadas para mudar de idéia e de atitude.

 Às vezes, o pecado é um problema que existe entre as pessoas e não dentro delas.

 Busque mais a sabedoria do que o conhecimento.

 Não mude para ser amado; cresça a partir do que você é.

 Não temos problemas, somente oportunidades.

 O conhecimento de nós mesmos é fruto do crescimento pessoal.

 O perfeccionismo é uma máscara e não uma meta.

 O poder pessoal é o poder com outras pessoas e não sobre elas.

 O ódio aos outros freqüentemente é sintoma de uma ferida interna em nós mesmos.

 Os atos infantis afastam, enquanto que as ações próprias das crianças atraem.

 Os bons ouvintes tornam-se pessoas melhores.

 Os donos da verdade precisam descobrir a verdade a seu respeito.

 Quando achamos que já chegamos, paramos de avançar.

 Se você pensa rigidamente que está certo, reveja seu pensamento.

 

(Pensamentos utilizados na Escola de Discípulos de Jesus)

June 19

SALMO 34


1 Bendirei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.
2 No Senhor se gloria a minha alma; ouçam-no os mansos e se alegrem.
3 Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o seu nome.
4 Busquei ao Senhor, e Ele me respondeu, e de todos os meus temores me livrou.
5 Olhai para Ele, e sede iluminados; e os vossos rostos jamais serão confundidos.
6 Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o livrou de todas as suas angústias.
7 O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.
8 Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia.
9 Temei ao Senhor, vós, seus santos, porque nada falta aos que o temem.
10 Os leõezinhos necessitam e sofrem fome, mas àqueles que buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará.
11 Vinde, filhos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor.
12 Quem é o homem que deseja a vida, e quer longos dias para ver o bem?
13 Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem dolosamente.
14 Aparta-te do mal, e faze o bem: busca a paz, e segue-a.
15 Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.
16 A face do Senhor está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.
17 Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias.
18 Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.
19 Muitas são as aflições do justo, mas de todas elas o Senhor os livra todas.
20 Ele lhe preserva todos os ossos; nem sequer um deles se quebra.
21 A malícia matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados.
22 O Senhor resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nEle se refugiam será condenado.
May 22

O MAIOR DE TODOS OS SONHOS

                               

 Não deseje ser estável como os robôs. Não se perturbe se você é uma pessoa oscilante, pois não é possível nem desejável ser rigidamente estável. O que você não deve permitir é sentir oscilações grandes nem bruscas, como as produzidas pela impulsividade, mudança súbita de humor, medo. Quem é explosivo se torna insuportável, quem é excessivamente previsível se torna um chato.

Os problemas nunca vão desaparecer nesta sinuosa e bela existência. Problemas existem para ser resolvidos e não para perturbá-lo. Todavia,  quando a ansiedade ou a angústia invadir sua alma, não se desespere , extraia lições de sua aflição. Essa é a  melhor maneira de ter dignidade na dor. Caso contrário, sofrer é inútil. E, infelizmente, a maioria das pessoas sofre inutilmente... Elas expandem sua miséria e não enriquecem a sua sabedoria.

Há mais de três milhões de pessoas, incluindo jovens e adultos, com transtorno do sono em São Paulo. Elas fazem uma guerra na própria cama. Qual guerra? A guerra de pensamentos. Levam os seus problemas e todo o lixo social que acumularam durante o dia para o que deveriam preservar: o sono. Por não aquietarem suas mentes, elas roubam energia excessiva do cérebro. A conseqüência disso? Acordam cansadas sem ter feito exercícios físicos. Mesmo quando dormem, o sono não é reparador, pois não consegue repor a energia gasta pela hiperprodução de pensamentos. Pensar é bom, pensar demais é um dos maiores problemas que destroem a qualidade de vida do homem moderno.

Antigamente, Freud e outros pensadores criam que as causas dos conflitos psíquicos dos adultos surgiam na infância, através das crises familiares, transtornos sexuais, privações, agressividade. Todavia, se Freud analisasse os dados da pesquisa que realizei, ficaria chocado. Das dez principais causas que têm adoecido o ser humano, sete são sociais, como o medo do futuro, insegurança, crise financeira, medo de ser assaltado, da solidão, do desemprego.

As sociedades modernas se tornaram uma fábrica de estímulos agressivos. As pessoas não têm defesa emocional; pequenos problemas causam um grande impacto. Ficam anos na escola aprendendo a conhecer o mundo de fora, mas não sabem gerenciá-los, como administrar suas frustrações e angústias. Elas desconhecem que os pensamentos negativos e as emoções tensas são registrados automaticamente na memória e não podem mais ser deletados, apenas reeditados. A educação moderna, apesar de ter ilustres professores, está falida, pois não prepara os alunos para a escola da vida.

Temos sido vítimas da depressão, da ansiedade e das doenças psicossomáticas. Esperávamos que o ser humano do século XXI fosse feliz, tranqüilo, solidário, saudável.

Multiplicamos  o conhecimento e construímos carro, geladeira, telefone, televisão para facilitar nossa vida, nos dar conforto e alegria, mas nunca o ser humano se sentiu tão desconfortável e estressado.

 Ser feliz é o requisito básico para a saúde física e intelectual. Todavia, ser feliz, do ponto de vista da psicologia, não é ter uma vida perfeita, mas saber extrair sabedoria dos erros, alegria das dores, força nas decepções, coragem nos fracassos...

Comentei tudo isso como pano de fundo para falar sobre o vendedor de sonhos. Logo após o encontro com João Batista, Ele retornou para a Galiléia e começou a discorrer, de sinagoga em sinagoga, sobre sua missão. Os homens deliravam com sua eloqüência. Sua fama  se alastrava como fagulha na palha seca. Então, Ele foi até Nazaré, entrou na sinagoga e discursou publicamente sobre alguns de seus mais belos sonhos. Seu projeto era espetacular...

 Na platéia também estavam seus jovens discípulos e um grupo de fariseus desconfiado de tudo o que Ele dizia. Com grande convicção, Ele realçou a sua voz e disse palavras que provocaram encanto e espanto. Disse que estava nesta terra para proclamar libertação aos cativos, restaurar a vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos. Ele inferiu que sua real profissão não era ser um carpinteiro, mas um escultor da alma humana, um libertador do cárcere do medo, da ansiedade, do egoísmo. Ele queria libertar os cativos e os oprimidos. Também queria libertar os cegos, não apenas cegos cujos olhos não vêem, mas cujos corações não enxergam. Os cegos que têm medo de confrontar-se com suas limitações, que não conseguem questionar qual é o seu real sentido de vida. Os cegos que são especialistas em julgar e condenar os outros, mas que são incapazes de olhar para as suas próprias fragilidades.

     

 (fragmentos extraído do livro “O Mestre Inesquecível” de Augusto Cury)

               

                                                                                                                                                                                    

May 15

A VIDA, UM SHOW IMPERDÍVEL

Nunca se esqueça de que, independente de sua religião ou filosofia de vida, a história de Jesus Cristo revela a mais bela história de amor por você. Você e eu podemos ter todos os defeitos do mundo, mas ainda assim somos especiais. Tão especiais que duas pessoas mais inteligentes e poderosas do universo, o Autor da vida e seu Filho, cometeram “loucuras” de amor por nós.

 Eles são apaixonados pela humanidade. Suas atitudes não cabem nos compêndios de filosofia, direito, psicologia e sociologia. Elas ultrapassam os limites da nossa compreensão.

Nunca nossas vidas valeram tanto! Nunca nossas vidas foram resgatadas por um preço tão caro! Cada ser humano foi considerado uma obra de arte única, inigualável, exclusiva, singular, excepcional!

A história de Jesus Cristo é o maior laboratório de auto-estima para a humanidade. Não podemos deixar de concluir que vale a pena viver a vida! Mesmo que tenhamos percalços, que choremos, que sejamos derrotados, que  fiquemos decepcionados conosco e com o mundo, que sejamos incompreendidos e que encontremos obstáculos gigantescos à nossa frente...

Por isso, desejo que você nunca desista de caminhar. Caminhando, não tenha medo de tropeçar. Tropeçando, não tenha medo de se ferir. Ferindo-se, tenha coragem para corrigir algumas rotas da sua vida, mas não pense em recuar. Para não recuar nunca deixe de amar o espetáculo da vida, porque ao amá-lo, ainda que o mundo desabe sobre você, você jamais desistirá de caminhar...

A vida é simplesmente um show imperdível, uma aventura indescritível...

 

 

(fragmento extraído do livro “O Mestre do Amor” de Augusto Cury)

 

May 06

DICAS PARA VIVER MELHOR...

O mundo está sério demais. O sorriso há muito tempo deixou de ser manchete. As misérias humanas é que são manchetes.

Devemos desligar um pouco a tv, fechar um pouco os jornais e voltar a fazer coisas simples: andar descalço na areia, cuidar de plantas, criar animais, fazer novos amigos, conversar com vizinhos, cumprimentar as pessoas com um sorriso, ler bons livros, meditar sobre a vida, expandir a inteligência  espiritual, escrever poesias, fazer do ambiente de trabalho um oásis de prazer e descontração.

 

(extraído do livro “O Mestre do Amor” do escritor Augusto Cury)

 
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F.Ribeiro M.de Carvalho

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